Homens mascarados invadiram metro e feriram 45 pessoas em Hong Kong. A polícia chegou demasiado tarde

A.Fauth / Flickr

Hong Kong passou uma noite de violência em que dezenas de homens mascarados invadiram uma estação de comboios.

Os homens, suspeitos de pertencerem a gangues, envergavam t-shirts brancas e agrediram manifestantes pró-democracia e transeuntes da área de Yueng Long. Apesar das várias semanas de manifestações, esta é a primeira vez que há este tipo de violência.

Filmagens publicadas nas redes sociais mostram um grupo de 12 invasores – alguns com máscaras pretas – a agredir pessoas com varas metálicas e de madeira dentro da estação, num confronto que feriu 45 passageiros. Dezenas de pessoas foram hospitalizadas e, segundo o hospital, há um homem em estado crítico e quatro homens e uma mulher em estado grave, de acordo com o The Guardian.

Entre os feridos no ataque, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, estão manifestantes que regressavam de um grande protesto contra o Governo, mas também uma grávida e uma outra mulher com uma criança de colo, de acordo com testemunhas.

“Estas (ações) prejudicaram gravemente o espírito de Estado de Direito ao qual Hong Kong está profundamente ligado e ofenderam seriamente todo o povo chinês, incluindo os sete milhões de compatriotas de Hong Kong”, afirmou Wang Zhimin, chefe do Gabinete de Ligação de Pequim, aos jornalistas.

Vários juristas de Hong Kong questionam por que motivo a polícia demorou tanto a chegar ao local, reporta a BBC.  Quando a polícia chegou à estação, depois das 23h locais, já os agressores tinham ido embora e manifestantes furiosos exigiram saber por que motivo as autoridades demoraram tanto tempo a chegar.

Na manhã desta segunda-feira, ativistas e dirigentes partidários criticaram a atuação policial. “Hong Kong agora permite que organizações criminosas façam o que querem e espanquem pessoas na rua?”, interrogou-se o deputado Lam Cheuk-ting, que estava entre os feridos, em declarações aos jornalistas.

Ray Chan, um outro deputado, lembrou que “Hong Kong tem um dos rácios polícia-cidadão mais elevados do mundo” antes de perguntar: “Onde estava a polícia?”.

A polícia, que entrou numa pequena localidade perto da estação de Yuen Long onde grupos de homens vestidos de branco se haviam concentrado na madrugada desta segunda-feira, disse não ter visto quaisquer armas.

Em comunicado, o Governo de Hong Kong confirmou que “algumas pessoas” atacaram passageiros na plataforma da estação e nos compartimentos do metro. “Isso levou a confrontos e a ferimentos. O Executivo condena veementemente qualquer tipo de violência e vai levar a cabo sérias ações de fiscalização”. Ativistas acreditam que já nos protestos pró-democracia de 2014 foram contratados agressores, possivelmente do sul da China, onde é comum as autoridades locais contratarem homens para intimidarem residentes.

Ainda são desconhecidos os autores dos ataques. Horas antes, uma marcha de centenas de milhares de pessoas terminou em confrontos com a polícia, que lançou gás lacrimogéneo e disparou balas de borracha para dispersar os manifestantes.

ZAP //

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