Príncipe Harry e Meghan renunciam aos títulos da realeza

Facundo Arrizabalaga / EPA

O príncipe Harry, de Inglaterra, e a atriz norte-americana Meghan Markle

O Palácio de Buckingham anunciou, este sábado, um acordo em que o príncipe Harry e a sua mulher renunciaram aos respetivos títulos, abandonando os deveres enquanto membros seniores da família real do Reino Unido e deixando de receber fundos públicos.

Buckingham informou que Harry e Meghan deixarão de ser membros ativos da família real, assim que o acordo surtir efeito na “primavera de 2020”. Nessa altura, passarão a ser referidos como Harry, duque, e Meghan, duquesa de Sussex.

O casal deixará de usar o título de “Sua Alteza Real”, mas não será destituído do mesmo. Harry manter-se-á como príncipe e sexto na linha de sucessão ao trono britânico.

O palácio indicou ainda que o casal irá devolver aos contribuintes britânicos cerca de 2,4 milhões de libras — 2,82 milhões de euros — gastos na renovação da sua casa, nos arredores do Castelo de Windsor.

Num comunicado divulgado hoje, a rainha Isabel II manifestou-se “satisfeita” com o acordo alcançado. “Juntos encontrámos uma forma construtiva de cuidar do meu neto e da sua família. Harry, Meghan e Archie serão sempre membros muito amados da minha família”, fez saber a rainha britânica.

“Reconheço os desafios que tiveram de enfrentar em resultado do escrutínio intenso de que foram alvo nos últimos dois anos e apoio o seu desejo de terem uma vida mais independente”, disse ainda a monarca.

“A esperança de toda a minha família é que este acordo lhes permita começarem uma nova vida feliz e em paz“, acrescentou Isabel II.

O anúncio do Palácio Buckingham conclui vários dias de conversações no seio da família real britânica, que se seguiram à decisão tornada pública por Meghan e Harry de abandonarem os respetivos deveres enquanto membros de topo da realeza britânica e viverem entre o Canadá e o Reino Unido.

O palácio real não revela quem irá suportar as despesas com a segurança do casal, atualmente suportadas pelo erário público britânico, escusando-se a comentar “sobre detalhes relativos a segurança”.

“Existem processos independentes bem estabelecidos para determinar a necessidade de segurança suportada por financiamento público”, fez saber o palácio.

// Lusa

PARTILHAR

1 COMENTÁRIO

  1. Aclamamos igualdade de direitos e deveres. Mas continua a existir uma elite que perpetua a sua hegemonia e recebem fundos dos contribuintes para isso. Ainda por cima essa descriminação é apoiada por uma boa parte do povo. Deixemo-nos apenas de hipocrisias

Este ano não há São João nem Santo António. Festas populares canceladas em Lisboa e Porto

As Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto resolveram cancelar as festividades de Santo António e de são João, respectivamente, por causa da pandemia de Covid-19. As marchas populares só voltam no próximo ano, com …

Sem ajudas do Governo, "não sei se os grandes vão continuar a ser grandes"

"É complicado encontrar soluções", assume o presidente do Marítimo numa altura em que o futebol está parado por causa da pandemia de Covid-19. A situação é "aflitiva" para muitos clubes, diz Carlos Pereira que acredita …

Governo dá tolerância de ponto nos dias 9 e 13 de abril

O primeiro-ministro assinou um despacho a conceder tolerância de ponto nos próximos dias 9 e 13, no período da Páscoa, a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado. “É …

Depois do papel higiénico, vendas de snacks e bebidas alcoólicas disparam

A Associação Espanhola de Supermercados fez um estudo sobre as alterações de consumo desde que foi decretado o estado de emergência. A procura por papel higiénico disparou meados de março, mas os produtos mais procurados …

Bloco quer proibir banca de distribuir lucros (e pede ajuda ao PSD)

O Bloco de Esquerda quer proibir os bancos de distribuírem dividendos em 2020 e pede ajuda ao PSD para o conseguir. Em videoconferência, Mariana Mortágua lançou um desafio ao líder social-democrata. O Bloco de Esquerda anunciou …

Ordens duvidam dos números de infetados (e admitem fazer o seu próprio levantamento)

Segundo os números anunciados na quarta-feira, havia 1.124 profissionais de saúde e oito deles estavam internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Mas estes números não convencem as Ordens. De acordo com o Observador, o bastonário …

Europa tem que ser o seu "próprio Plano Marshall". Centeno defende solução sem o "estigma" da austeridade

Mário Centeno continua a incentivar uma solução conjunta assente na ideia da solidariedade europeia perante "uma crise inesperada e sem precedentes" devido à pandemia de Covid-19. Como presidente do Eurogrupo, o ministro das Finanças de …

Há mais de 10 mil infetados em Portugal. DGS vai fazer testes de imunidade à população

O boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde deste sábado regista 10.524 casos de infeção por covid-19 em Portugal. Há mais 20 mortes, num total de 266 óbitos. Nas últimas 24 horas, até à meia-noite, foram registados …

Quase meio milhão de portugueses estão em lay-off. "Sistema é errado", diz Francisco Louçã

Uma semana depois de o Governo ter aberto a porta ao lay-off simplificado, mais de 22 mil empresas já recorreram a este novo regime. Atualmente, há 425.287 trabalhadores nessa situação. Francisco Louçã considera este sistema …

Costa "chocado" com caso da morte no aeroporto. Enfermeira, médico e polícias também investigados

Além dos três inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que são suspeitos de terem agredido um cidadão ucraniano, que acabou por morrer, também há outros elementos do SEF, um médicos e uma enfermeira, …