Há uma barbearia nos Açores onde o cliente paga o que quiser

Eduardo Costa / Lusa

João Rocha atende cada cliente como se fosse uma estrela

Abriu no começo do mês e até final do ano não há preços tabelados e cada cliente paga o que achar justo. Ponta Delgada, nos Açores, tem uma nova barbearia que recria o ambiente de décadas passadas.

João Rocha e Sílvia Vilaverde são barbeiros e anfitriões desta nova barbershop, e a adesão uma semana após a abertura tem sido, dizem, bem acima do esperado.

“Não era de todo o que estávamos à espera para já, talvez só daqui a uns três meses”, começa por contar João Rocha, 32 anos, natural da Terceira e dono de uma barbearia nesta ilha, mas que decidiu arriscar e abrir um novo espaço na ilha de São Miguel.

Os clientes da Terceira, diz entre risos, querem-no “matar” pelo menor tempo passado lá.

“Uso as redes sociais para divulgar as datas em que estou em São Miguel e na Terceira”, conta. Qual estrela rock, o passado de João Rocha inclui formações e trabalhos em locais como Londres, Las Vegas, Florença, Milão, Dubai ou Escócia.

No pequeno mas moderno espaço, situado em pleno centro de Ponta Delgada, há várias distinções – à reportagem da agência Lusa chama particular atenção um prémio de melhor corte em barba atribuído a Sílvia Valverde, 33 anos, nascida em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, e habitante bem recente na ilha de São Miguel.

“Então mas este não é um mundo quase só de homens?”, pergunta-se. “Sempre foi o que quis fazer”, responde. E os Açores? “Muita trovoada, muita chuva. Mas está-se bem“, acrescenta Sílvia.

Eduardo Costa / Lusa

Sílvia Valverde, do Minho para os Açores: sempre foi o que quis fazer

Na loja há vários produtos à venda, com as ceras em destaque, para recriar os penteados das décadas entre 1920 e 1960.

Há quatro anos, quando João se formou, “ninguém queria ser barbeiro, era uma profissão que estava a cair em desuso“. Chegou a ter aulas em que era o único aluno e isso, diz, levou-o a encarar com maior profissionalismo e determinação o seu futuro.

“Chegava a casa à noite e queria saber mais, aparecia um corte novo e queria aprender como se fazia”. E remata, sem hesitações e perante o aval de um cliente que atendia enquanto falava com a Lusa: “Atendo cada cliente como se fosse uma estrela“.

A ideia de arrancar a nova barbearia sem preços tabelados passa por traçar um perfil e uma média de valores para em janeiro, então, ser definida uma política de preços. Até lá, o desafio é que cada cliente pague o que possa e entenda ser justo pelo trabalho feito no seu cabelo, barba ou bigode.

“Tenho um cliente que vai de São Jorge de propósito à Terceira para cortar o cabelo”, diz João. A boa notícia para este cliente é que tem mais uma ilha onde pode visitar o seu barbeiro; a má é que ainda não foi desta que a Terceira recebeu a abertura de um espaço do género, numa altura de fascínio global pelas barbearias antigas.

// Lusa

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