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Grupo de cientistas questiona missão da OMS e pede investigação independente na China

Wu Hong / EPA

Um grupo de cientistas está a pedir uma investigação independente sobre a origem do Sars-CoV-2, com acesso total aos registos da China.

Um grupo de cientistas escreveu uma carta aberta, divulgada nos jornais Le Monde e The Wall Street Journal, na qual pedem uma investigação independente sobre a origem do SARS-CoV-2.

No texto, os signatários apelam a que o relatório da missão científica enviada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a Wuhan não seja publicado, porque não pôde investigar de forma suficientemente independente a origem do vírus.

Peter Ben Embarek, líder da missão internacional da OMS, apresentou recentemente as conclusões provisórias da investigação numa conferência de imprensa em Wuhan.

O especialista disse suspeitar que o novo coronavírus pode ter sido transmitido através de animais abatidos para consumo humano que tenham sido congelados. Desta forma, Embarek considerou que a teoria de que a origem do SARS-CoV-2 foi uma fuga acidental de um dos laboratórios de Wuhan tem pouca probabilidade.

O relatório final da missão da OMS ainda não foi publicado e o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus frisou que nenhuma teoria tinha sido abandonada. Todas as hipóteses estão ainda em cima da mesa.

Os signatários da carta afirmam que, “enquanto cientistas, cientistas sociais e comunicadores de ciência”, analisaram de forma independente as origens da epidemia e consideram essencial que todas as hipóteses sejam “examinadas de forma aprofundada”.

Além disso, sublinham a importância de garantir “acesso total a todos os recursos necessários, sem impedimentos políticos ou outras sensibilidades”. Como a OMS não teve este tipo de acesso, o relatório não pode ser classificado como uma investigação independente, defendem.

A OMS “está limitada no que pode alcançar neste tipo de investigação”. Por isso, defendem uma investigação independente sobre a origem da pandemia.

A carta é assinada por Jamie Metzl, ex-membro do Conselho de Segurança Nacional da Administração de Bill Clinton e antigo colaborador de Joe Biden; os virologistas Bruno Canard e Etienne Decroly; os investigadores do Centro Nacional de Investigação Científica, em França; os geneticistas Jean-Michel Claverie (Universidade de Aix Marselha) e Virginie Courtier (Instituto Jacques-Monod), entre outros.

  ZAP //

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