Governo estuda metro ligeiro na Vasco da Gama para fazer ligação ao novo aeroporto

O Governo e a ANA assinam esta quarta-feira um memorando de entendimento para “estudar aprofundadamente” um aeroporto no Montijo complementar ao de Lisboa, dez anos depois de ter sido equacionada a hipótese “Portela + 1”, abandonada em 2008.

O memorando que será assinado hoje volta a colocar o Montijo no centro de um debate que nos últimos anos tem sido marcado por sucessivos avanços e recuos, sendo a construção da infraestrutura em Alcochete, concelho de Alenquer, a que esteve mais próxima de se tornar realidade.

A cerimónia de assinatura do acordo, que decorre em Lisboa, vai contar com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, do presidente da Confederação do Turismo Português, Francisco Calheiros, do presidente da VINCI Airports, Nicolas Notebaert, e do presidente da ANA Aeroportos de Portugal, Jorge Ponce de Leão.

O primeiro-ministro já disse que uma decisão definitiva sobre a localização do futuro aeroporto no Montijo está condicionada à conclusão de um relatório sobre o impacto da migração de aves naquela zona, nomeadamente para a segurança migratória.

Segundo o jornal Público, os estudos para o plano de ligações entre os dois aeroportos ainda estão por concluir, algo com que a VINCI Airports se vai comprometer hoje com a assinatura do memorando.

Neste campo, o Governo estará a estudar a construção de um metro ligeiro na ponte Vasco da Gama, uma vez que esta infraestrutura não suporta uma linha ferroviária tradicional, escreve o jornal.

Segundo apurou o diário, o dossier das infraestruturas inclui também uma renegociação da parceria público privada (PPP) com a Lusoponte, que foi adiada no pressuposto de que a localização de um aeroporto do Montijo coloca o Estado numa posição negocial mais favorável.

Esta solução no Montijo, que deverá assumir parte do tráfego das companhias low cost, volta a estar em cima da mesa, numa altura em que o aeroporto de Lisboa atingiu, no ano de 2016, 22 milhões de passageiros.

De acordo com o Público, a ANA prefere a adaptação da base do Montijo, onde já existe uma pista da Força Aérea portuguesa, uma vez que não devem ser precisos mais do que 250 milhões de euros. No entanto, será preciso gastar mais de 300 milhões para modernizar o próprio Humberto Delgado.

O objetivo do Governo, escreve o jornal, é financiar esta operação através das taxas aeroportuárias pagas pelas companhias de aviação e, em último caso, pelos próprios passageiros que nelas viajam.

Esta terça-feira, os pilotos alertaram que o Montijo não poderá ser alternativa nos voos de longo curso, mas fonte do Ministério do Planeamento já assegurou que terá condições para receber aviões de maior porte, em situações de contingência ou indisponibilidade temporária do aeroporto principal.

A decisão oficial para o arranque das obras só deverá ser tomada no final deste ano, para que os trabalhos possam estar no terreno durante 2018 e sejam terminados em 2021.

Marcelo Rebelo de Sousa já sugeriu que o aeroporto complementar de Lisboa seja batizado com o nome de Mário Soares, em homenagem ao ex-chefe de Estado falecido em janeiro.

“Se é possível ao Presidente da República fazer alguma sugestão, ela é de que essa nova realidade mereça o nome de Mário Soares, homenagem justa a quem serviu o país”.

ZAP // Lusa

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