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Governo atrasa pagamento de dívida herdada de Passos Coelho em dez anos

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Portugal vai realizar esta quarta-feira uma operação de troca de Obrigações do Tesouro, substituindo títulos cujo prazo terminava em 2022 e 2024 por outras com maturidade até 2028 e 2034.

Segundo o Dinheiro Vivo, em 2024, o Estado português teria de pagar cerca de 16 mil milhões de euros aos seus credores de mercado e privados – bancos, fundos de investimento, gestoras de ativos, fundos de pensões.

Contudo, para começar a reduzir o esforço previsto para esse ano, a agência que gere a dívida pública (IGCP) vai avançar esta quarta-feira com uma operação de troca de obrigações do tesouro (OT) que permitirá aliviar esse pico na dívida de médio e longo prazo, comprando parte da OT que venceria em 2024 por conta de um reembolso mais tardio, em 2034.

Assim, a dívida não desaparece, mas torna-se mais gerível pois os reembolsos deixam de estar tão concentrados em 2024.

O jornal online recorda que a esmagadora maioria deste endividamento aconteceu em 2013, 2014 e 2015, sob a gestão do governo do PSD-CDS, de Pedro Passos Coelho.

De acordo com o IGCP, que é tutelado pelo Ministério das Finanças, a República também vai fazer o mesmo alisamento na dívida devida em 2022 (vai comprar parte da OT cujo reembolso está previsto para esse ano), contraindo nova dívida, mas que só terá de ser amortizada em 2028.

Com este tipo de operação – designado de oferta de troca de obrigações -, além de alisar a curva dos pagamentos aos credores, as Finanças estão a reduzir os juros a pagar já que trocam a dívida mais cara por outra de custo mais acessível.

O método usado irá permitir gerar poupanças no futuro serviço da dívida, aliviando a despesa e ajudando a reduzir o défice ou a aumentar o saldo orçamental.

Em todo o caso, o Estado já está a pagar um prémio substancial aos credores uma vez que, atualmente, consegue ir aos mercados endividar-se a dez anos (OT com maturidade em 2031) a uma taxa de juro de pouco mais de 0,3%.

Foi o que aconteceu com a emissão sindicada do início deste mês, em que foi possível ir buscar aos mercados 4 mil milhões de euros a um custo historicamente reduzido (taxa de 0,344%).

Desde que o país iniciou a sua saída do programa da troika, que o Estado tem realizado operações que permitem trocar dívida cara por dívida muito mais barata.

O governo de Passos, na altura com Vítor Gaspar como Ministro das Finanças, abriu esta linha de OT com uma emissão de 3 mil milhões de euros e, em 2014, o governo acrescentou-lhe mais 2.925 mil milhões em dívida. Em abril de 2015, pouco tempo antes de sair do poder, o executivo de Passos haveria de carregar essa obrigação com mais 3.150 milhões de euros. A dívida está agora a ser esvaziada.

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Segundo o IGCP, entre 2024 e 2030, as exigências serão enormes porque além dos credores de mercado (maior parte privados), Portugal vai ter de começar a pagar a parte do empréstimo do resgate concedida pela zona euro e a União Europeia.

O calendário atual indica que o primeiro pagamento deve acontecer no próximo ano (500 milhões de euros).

  ZAP //

20 Comments

  1. Já se começou a “empurrar com a barriga” os problemas para o futuro.
    Quando o futuro chegar (que não falta muito), la estamos outra vez arrasca…
    Com estes políticos do após 25 de Abril vamos estar sempre de “buraco em buraco”…
    Estamos condenados!

    • “Já”?
      Mas só começaram agora?!
      Bons eram os políticos do antes do 25 de Abril… nessa altura não havia “buracos”, toda a gente vivia bem e Portugal era um autêntico paraíso!…

    • A dívida não é só do pós 25 de Abril, também é a dívida deixada por Salazar que deixou Portugal como país do terçeiro mundo sem autoestradas, luz., universidades, hospitais, estradas, pontes……

  2. Estas dividas, vão atingir tal maturidade que chegarão mesmo ao estado de podridão! Tal é a ideia de gestão financeira do país e o correspondente modelo de governação do PS.
    Viva o Costa!

  3. Herdada do Passos Coelho???!!!
    Para pagar a os desmandos feitos sob a gestão so9cialista do Sócrates.
    Este Costa é o máximo. A culpa é sempre dos outros.

    • Mais um iluminado, mas que nem ler sabe…
      “O jornal online recorda que a esmagadora maioria deste endividamento aconteceu em 2013, 2014 e 2015, sob a gestão do governo do PSD-CDS, de Pedro Passos Coelho.”

      • Mais um iluminado que sabe ler mas nao sabe mais nada, nem sabe que essas linhas de credito foram feitas para devolver o dinheiro que a troika emprestou com juros mais altos, ou seja, a divida eh sim senhor do socrates ( o tal que dizia que a divida nao era para pagar) mas os juros sao mais baixos do que o ps negociou com a troika. Outro credito mas a mesma origem da divida.

      • nesse mesmo artigo do dinheiro vivo tambem está escrito.
        “Desde que o País iniciou a sua saída do programa da troika que o Estado tem realizado operações que permitem trocar dívida cara — como a contraída pelo governo de José Sócrates na corrida para o fundo até à bancarrota, ou como os empréstimos do FMI, que o país foi forçado a aceitar — por dívida muito mais barata”
        No comment

  4. os milhões com que o governo comprou a comunicação social a virem ao de cima, agora a divida e do Passos… Sr. jornaleiro tenha vergonha e escreva os factos todos, as OT foram feitas pelo governo do Passos para pagar a divida que PS deixou.

  5. Vejamos…1977 FMI …Mario Soares
    1983 FMI….Mario Soares
    2011 FMI….Jose Socrates
    …. e a herança è do Passos Coelho???

    • Mais um “Ventura” com a cassete/mentiras/truques do costume!…
      A ver se aprendes alguma coisa relativamente às intervenções do FMI em Portugal:
      Na 1ª, em 1977, o M. Soares era PM há apenas alguns meses, a 2ª, em 1984, foi num governo do Bloco Central (PS e PDS) e o Ministro das Finanças era do PSD e, a de 2011, foi o que se viu, com tanta culpa dos socialistas, como dos oportunistas amigos do Passos que tinham outra agenda e que tudo fizeram para ir além da troika – e que, como se confirmou com os CTT, ANA, EDP, etc, etc, não incluía o bem estar de Portugal nem dos portugueses!!…

      • Nao sou “ventura”…cuidado com as palavras quando te diriges a quem nao conheces…podes comentar meu comentário, mas nao a minha pessoa, eu raramente faço comentários ao que escrevem aqui, achei alguma “piada” a noticia e num pais tao pequeno como o nosso(meu) tu nao sei de onde es…algarvio com TODA a certeza que nao…continuo a tentar perceber qual a divida que se referem……quanto ao “Eu””…à o palhaço amigo e o amigo palhaço…;)

        • Se não és “Ventura”, disfarças muito mal e, devias ter mais cuidado com as “estórias” que tentas espalhar!…
          Eu sou português e, também tenho duvidas que tu sejas algarvio, já que, além de teres dificuldade em ler uma simples notícia, mal sabes escrever em Português!

  6. Mas afinal o que fez o governo de Passos aos largos milhões que entraram nos cofres após a venda dos CTT, da EDP e da REN, da ANA e de outros sectores da economia portuguesa? Ainda deixou dívida como herança?!! O melhor é verificar o enriquecimento indevido de alguns dos seus colaboradores!! Já para não falar das luvas da Odbrecht! E tudo isto depois de toda aquela proibição de vivermos acima das nossas possibilidades!!? Valha-nos a sta Troika!!

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