Os gatos obrigaram os cães a escolher entre evolução ou extinção

O que poderia deixar o ego de um gato maior do que já é? Provavelmente a confirmação científica de que é melhor do que um cão – algo que, no passado, não estava muito longe da verdade.

Quando os membros da família Felidae viajaram da Ásia para a América do Norte, as suas proezas naturais de caça dizimaram a população da família dos cães, levando 40 das suas espécies à extinção – curiosamente, a chegada dos felinos desempenhou um papel maior do que as mudanças climáticas na evolução dos canídeos.

Segundo a análise de mais de dois mil fósseis publicada em junho na Proceedings of the National Academy of Sciences, quando estes gatos ferozes chegaram à América do Norte, a sua capacidade predatória superior aumentou a competição por alimento.

Como os recursos alimentares, ou presas, eram limitados, isto significava que nem todos os predadores iriam dormir com a barriga cheia.

Infelizmente para os canídeos, eram eles os que mais passavam fome, e as suas opções eram simples: adaptar-se ou morrer. Assim, a concorrência para obter comida está inevitavelmente ligada à evolução canídea.

Os cientistas observaram que uma taxa de extinção tão significativa está normalmente associada a uma mudança dramática no clima.

“Regra geral, esperamos que as mudanças climáticas desempenhem um papel esmagador na evolução da biodiversidade. Em vez disso, a concorrência entre as diferentes espécies de carnívoros provou ser ainda mais importante para os canídeos”, explicou a investigadora Daniele Silvestro, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Evolução dos cães

Até à chegada indesejada dos felinos à região, os cães estavam a dar-se muito bem na América do Norte.

Originários do continente cerca de 40 milhões de anos atrás, os canídeos estavam no seu momento mais diversificado 22 milhões anos atrás, com mais de 30 espécies. Apenas nove destas espécies sobreviveram até hoje.

À medida que os gatos ameaçavam a sobrevivência dos canídeos, estes evoluíram a partir disso – em particular, o tamanho corporal aumentou, com alguns a pesar 30 quilos, o que os colocou entre alguns dos maiores carnívoros da América do Norte.

Hoje, vários grandes carnívoros enfrentam riscos assustadores de extinção. No entanto, nenhuma das tendências atuais correspondem a este padrão antigo de extinção.

Em África, por exemplo, canídeos como os cães selvagens estão constantemente em concorrência com felinos, como os leões — mas não foram colocados frente a frente de uma hora para outra.

ZAP / HypeScience

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