Funções que Sérgio Figueiredo iria desempenhar têm que ser ocupadas, defende Medina

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Miguel A. Lopes / Lusa

Na sua reação à decisão de Sérgio Figueiredo de desistir do cargo de consultor das Finanças, Fernando Medina falou numa “necessidade específica” existente no Ministério.

A tormenta em torno da contratação de Sérgio Figueiredo como consultor de Fernando Medina foi intensa ao ponto de fazer o antigo jornalista desistir da nova função, mas não o suficiente para fazer o seu ex-futuro patrão da necessidade de ter alguém no mesmo lugar.

Na sua reação oficial ao anúncio de Sérgio Figueiredo que dava conta da sua intenção de não assinar o contrato de prestação de serviços previsto, o ministro das Finanças lamentou “profundamente” a decisão, mas deixou transparecer a intenção de preencher uma “necessidade específica” do Ministério a que preside.

No entanto, contactada pelo jornal Público, as Finanças não adiantaram qualquer esclarecimento. Fernando Medina afirmou perceber “muito bem” a decisão de Sérgio Figueiredo, relembrando o “valioso contributo” que este poderia dar ao seu gabinete.

“Considero que a melhoria da qualidade da decisão através do contacto regular e informado com os principais agentes económicos e sociais do país é uma necessidade específica do Ministério das Finanças, que acrescenta às avaliações já desenvolvidas por outros organismos públicos”.

Num texto publicado no Jornal de Negócios, o antigo presidente da Fundação EDP denunciou a “agressividade”, a “tamanho afronta”, os “tamanhos insultos” e as “insinuações” de que foi vítima na última semana, acrescentando que não tolera “moralistas sem vergonha, analistas sem memória”. “Vergo-me aos assassínios de caráter, atingido pela manada em fúria, ferido por um linchamento público e impiedoso”.

  ZAP //

4 Comments

  1. Este magano é sem vergonha. São umas atrás das outras. O que este melro está a dizer é que vai arranjar outro afilhado para meter no mesmo lugar. O Costa não, não se mete nisso. “Membros do Governo são livres de fazerem contratações”, mas não são livres de fazerem o que querem nos seus ministérios. Noutras coisas quem manda sou eu (pensamento de Costa). São estas e outras derivas que definem este PM, em que é evidente uma cada vez mais fraca coesão governativa, onde o afilhadismo parece sobressair.

  2. Mamon , tem a dita “humanidade” na mão ! …. foi assim , assim é , e assim sempre será ! …. a única diferença reside no facto que vamos de cada vez para piorar até ao FIM !

  3. Não se percebe é porque é que este senhor foi escolhido para ministro das Finanças. Isso é que o primeiro-ministro deveria justificar perante os portugueses. Ou também será um assunto “morto e enterrado”?

    • Essas funções têm que ser ocupadas porque tu Medina deves ter uma boa lista de afilhados que estão á espera de entrar. Se calhar formaste a lista quando estiveste na Câmara.

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