França paralisada e em caos depois de oito dias de manifestações

Jeremy Lempin / EPA

Manifestantes em Paris, França, em confrontos com a polícia anti-motim na sequência de protestos contra a lei El Khomri

Manifestantes em Paris, França, em confrontos com a polícia anti-motim na sequência de protestos contra a lei El Khomri

Milhares de franceses estão nas ruas esta quinta-feira para participar em manifestações e piquetes de greve contra a alteração à lei laboral, que, segundo alegam, significa um atropelo aos direitos adquiridos.

A nova Lei do Trabalho, conhecida por “Lei El Khomri”, em referência nome da ministra do Trabalho, foi aprovada no início do mês, mas os sindicatos exigem que o Governo volte atrás, alegando que o diploma retira direitos e salários, aumentando a precariedade.

Apesar dos protestos generalizados dos trabalhadores, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, recusou esta quinta-feira retirar a reforma laboral, mas admite a possibilidade de introduzir algumas alterações pontuais sem modificar a filosofia geral do texto.

Numa entrevista televisiva, citada pelas agências de notícias internacionais, Valls considerou irresponsável a ação da Confederação Geral do Trabalho, que lidera o movimento contra o projeto de lei.

O primeiro-ministro assegurou ainda que vai continuar a ser desbloqueado o acesso às instalações petrolíferas e industriais que tinham sido encerrados por piquetes de greve.

Há registo de cortes de energia em França, em consequência das greves em curso.

Esta quinta-feira, a produção de energia sofreu um corte de mais de 4 gigawatts, cerca de 6% da produção total.

Continuam também em curso um bloqueio das refinarias, que tem provocado cada vez maior escassez de combustível nas bombas de abastecimento.

Segundo a União Francesa de Indústrias Petrolíferas, seis das oito refinarias do país estavam total ou parcialmente paradas.

Apesar do desbloqueio de onze depósitos por forças policiais, o acesso a muitos depósitos de combustível continuavam encerrados por piquetes de grevistas.

O Governo já teve de recorrer às reservas francesas de gasóleo e gasolina, mas a gasolina está a ser racionada.

A juntar às greves que afectam o sector energético, também os controladores aéreos estão parados, o que está a afectar os voos de e para o país.

A paralisação levou a Direção-Geral da Aviação Civil francesa a recomendar às transportadoras aéreas que reduzam 15% dos seus voos a partir do aeroporto de Orly. Segundo a entidade, são esperadas perturbações no resto do país.

Segundo a ANA – Aeroportos de Portugal – estão cancelados 3 voos com origem em Lisboa e dois com saída de Faro. No Porto, estão cancelados voos da Ryanair para Lyon e Dole.

Quanto às chegadas de voos oriundos de aeroportos franceses, encontram-se cancelados quatro voos com destino ao aeroporto de Lisboa e dois que deveriam aterrar no Porto.

Entretanto, esta quarta-feira os controladores aéreos franceses anunciaram a convocação de uma greve para os dias 3, 4 e 5 de junho para pressionar a negociação do acordo coletivo de trabalho.

ZAP / Lusa

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