Foto do assassinato de embaixador russo vence World Press Photo

Burhan Ozbilici / The Associated Press / World Press Photo

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A imagem do assassinato do embaixador russo na Turquia, por um polícia, captada pelo fotógrafo turco Burhan Ozbilici, venceu esta segunda-feira o World Press Photo 2017.

A foto escolhida pelo júri do prémio internacional mostra o polícia turco de pé, ao lado do corpo do embaixador Andrei Karlov, após o assassinato, durante um discurso na inauguração de uma exposição de arte na capital da Turquia.

A imagem, captada pelo fotógrafo turco Burhan Ozbilici, faz parte de uma série intitulada “An Assassination in Turkey” (“Um assassinato na Turquia”), que também conquistou o prémio na categoria Spot News – Stories.

A sequência de fotografias foi feita antes, durante e depois de Mevlut Mert Altintas ter disparado vários tiros ao embaixador, a 19 de dezembro do ano passado.

Na foto, o atirador, vestido com fato e gravata, ergue-se, de forma desafiante, levantando a mão esquerda armada, apontando para o ar, enquanto o corpo do embaixador se encontra estendido no chão, atrás do polícia.

O presidente do júri, Stuart Franklin, comentou que a imagem captada por Ozbilici “é uma incrível fotografia de grande impacto noticioso” mas já admitiu que votou contra.

“Esta imagem de terror não deveria ser a fotografia do ano. Eu votei contra“, afirma o presidente do concurso internacional num artigo de opinião publicado hoje na edição online do jornal britânico The Guardian.

Franklin admite que a fotografia de Ozbilici “tem impacto, sem dúvida”, e era favorável que vencesse na categoria de “Spot News – Stories”, mas não para fotografia do ano.

É a imagem de um assassinato, com o assassino e o morto, ambos na mesma fotografia, e moralmente é tão problemático como publicar um terrorista a decapitar a vítima”, sustenta o presidente do júri.

“Colocar esta fotografia num pedestal tão alto é um convite àqueles que contemplam a espetacularidade destes palcos: reafirma a associação do martírio e publicidade“, considera ainda.

Franklin elogia o trabalho do fotógrafo turco e considera que merece reconhecimento, mas recorda que o debate sobre esta questão não é novo e que o seu voto contra foi por recear que os grandes prémios amplifiquem as mensagens de terroristas pela publicidade adicional.

É a terceira vez que a cobertura de um assassinato vence o concurso World Press Photo, sendo a mais conhecida, a da morte de um suspeito guerrilheiro Vietcong, captada por Eddie Adams em 1968.

A imagem vencedora deste ano foi escolhida entre 80.408 fotografias submetidas a competição por 5.034 fotógrafos de 125 países e o júri premiou 45 fotógrafos de 25 países, em oito categorias.

ZAP // Lusa

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