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Fósseis com 125 milhões de anos podem conter ADN de dinossauro

Daderot / Wikimedia

Fóssil de um Caudipteryx zoui

Fósseis de um dinossauro com 125 milhões de anos, encontrados na China, podem conter vestígios de ADN, sugere um novo estudo.

Num novo estudo, publicado a 24 de setembro na revista científica Communications Biology, uma equipa de cientistas comparou a cartilagem fossilizada de um dinossauro Caudipteryx, descoberto na província chinesa de Liaoning, com células de galinhas atuais.

Para isso, os investigadores tingiram o fóssil com os mesmos corantes usados para criar imagens de ADN em tecidos modernos. Estes corantes ligam-se ao ADN e transformam-no numa cor específica, dependendo do corante, permitindo que se destaque do resto do núcleo.

Ao examinar a cartilagem fossilizada com vários métodos de microscopia, os cientistas mostraram que as células da cartilagem contêm estruturas que se parecem muito com núcleos com uma mistura de cromatina no seu interior (uma substância que consiste em ADN e proteína).

No entanto, a semelhança dos núcleos manchados com as células modernas não prova que haja ADN dentro deles, advertiu Alida Bailleul, paleobióloga da Academia Chinesa de Ciências que liderou a nova pesquisa, em resposta ao site Live Science.

“O que isto significa é que definitivamente existem partes de moléculas orgânicas originais, talvez algum ADN original, mas ainda não sabemos com certeza. Só precisamos de descobrir exatamente o que são estas moléculas orgânicas.”

“Espero que possamos reconstruir uma sequência, algum dia, de alguma forma. Porque vejamos: posso estar errada, mas também posso estar certa”, acrescentou.

Porém, mesmo que esta situação se venha a confirmar, isto não significa que estamos mais próximos de conseguir “ressuscitar” os dinossauros. Tal como explicou Bailleul, “se houver algum ADN ou alguma molécula de ADN, será muito, muito quimicamente modificada e alterada”.

  ZAP //

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