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Governo e sindicatos voltam a reunir-se. Fesap quer aumentos iguais para todos

Manuel De Almeida / Lusa

O aumento diferenciado dos salários na Função Pública não agrada aos sindicatos, que voltam a reunir-se com o Governo, esta segunda-feira, para discutir os aumentos para o setor.

À chegada da primeira reunião desta segunda-feira, José Abraão, secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), considerou “ridículas” as propostas apresentadas pelo Governo até ao momento.

De acordo com o Público, a Fesap quer aumentos “robustos” para todos os trabalhadores, subsídios de refeição mais elevados, mais dias de férias e a reposição das progressões perdidas para todas as carreiras que ficaram congeladas.

Para o sindicalista, os aumentos diferenciados anunciados pelo Governo “não são compreensíveis”. “Qualquer possibilidade de aumentos salariais tem de ser para todos os trabalhadores da Administração Pública”, sublinhou, rejeitando a proposta do Governo de aumentar os salários mais baixos da Função Pública em cerca de 1%.

“Houve um erro tremendo por parte do Governo ao não cumprir a lei da negociação, negociando depois de ter sido aprovado o Orçamento do Estado no Parlamento”, considerou o secretário-geral da Fesap.

O aumento salarial fará com que os trabalhadores percam a isenção de IRS. Com o aumento de sete euros propostos pelo Governo, os trabalhadores passarão a pagar 4,2% de IRS: “É dar com uma mão e tirar com a outra”.

“Esperamos que o Governo mostre sensibilidade para corrigir esta situação, porque é manifestamente injusta para quem há quase uma década desempenha funções e leva para casa, em termos líquidos, 574 euros”, disse, citado pelo diário.

As reuniões entre o Governo e os sindicatos da Administração Pública irão prolongar-se durante toda esta segunda-feira.

  ZAP //

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