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“Assassino” e “ordinário”. Ferro Rodrigues insultado por dezenas de manifestantes negacionistas

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Tiago Petinga / Lusa

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues

Um grupo de negacionistas insultou o presidente da Assembleia da República, 71 anos, no interior de um restaurante em Lisboa.

Vários negacionistas, reunidos no sábado, 11 de setembro, em mais uma manifestação, desta vez com o mote “Pelas nossas crianças – Rumo à Liberdade”, cercaram um restaurante junto à Assembleia da República, onde perceberam que Eduardo Ferro Rodrigues estava a almoçar com a mulher.

De acordo com o Observador, durante largos minutos, filmaram e insultaram o presidente da AR, munidos de um megafone e de inúmeros apitos e buzinas.

“Assassino”; “ordinário”; “não toca na Constituição”; “ditadura, não, liberdade, sim”, foram algumas das afirmações que se ouviram.

Ferro Rodrigues continuou a almoçar, enquanto cada vez mais pessoas se aglomeravam junto à porta do restaurante. “Olha que não são esses dois capangas que te protegem, podes ter a certeza!”, gritou uma das manifestantes mais efusivas.

“Este restaurante está marcado, nunca mais nenhum cliente deste restaurante vai ter paz”, continuou depois a gritar, enquanto à volta, dá para perceber nos vídeos entretanto colocados nas redes sociais, outros manifestantes iam fazendo comentários sobre o vinho que o Presidente da Assembleia da República estava a beber e a proveniência do dinheiro com que, no final, pagou a refeição: “Olha, a pagar com o dinheiro dos contribuintes!”.

Desde o momento em que saiu do restaurante até que entrou no carro que o esperava, Ferro Rodrigues, de 71 anos, não respondeu à multidão, que entretanto crescera, e entoava gritos de “Respeito! Respeito”.

Num dos vídeos divulgados, na manifestação em frente à Assembleia da República várias pessoas, incluindo crianças, atiraram máscaras para uma fogueira.

Durante a ação de protesto, também discursou o fundador da Associação Médica Internacional (AMI) e ex-deputado do PSD, o médico Fernando Nobre.

Questionada pelo Jornal Económico, a PSP disse que não foi apresentada nenhuma queixa. “A PSP não tem conhecimento de nenhuma ocorrência conforme relata, nem recebeu nenhuma queixa”, segundo fonte oficial.

De recordar que Ferro Rodrigues já foi alvo de insultos por parte do juiz negacionista Rui Fonseca e Castro que chegou a sugerir que o político “deveria tirar a sua própria vida”.

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  ZAP //

61 Comments

  1. Que imbecilidade!
    Lá que não queiram apanhar a vacina, é com eles.
    Mas intimidarem e insultarem outros, ainda para mais órgãos de soberania democraticamente legitimados já é connosco. E com todos. Ridículo e inadmissível.

  2. A toma da vacina não é obrigatória. Se eles já tem essa hipótese, para que se dão ao trabalho de andarem em manifestações, ainda por cima, agressivas. Querem convencer outros a serem negacionistas? Então estão a ser ditadores ao quererem impor a sua vontade aos outros.

  3. Vi a reportagem na televisão e de facto fiquei abismado, tal como tinha ficado quando aquele energúmeno (que desconheço quem é) insultou e ameaçou a autoridade da polícia. Fantástica a reação dqueles que têm por missão a ordem pública. Estes animais que se intitulam “negacionistas”, vão para um país que os aceitem e morram com doenças para as quais não querem ser protegidos.
    Fez-me lembrar outros tempos….imaginem quem estes “animais” algum dia tomam o poder…..Quem lhes deu a possibilidade de se manifestarem? Nºão foram os democratas que eles hoje põem em causa?
    Prisão com eles e que se juntem a “Bolsonros” e “Trumps”, que esses sim, com discursos semelhantes cometeram crimes incríveis aos seus próprios povos! Pendam-nos ou agarrem-nos e coloquem-nos à disposição do povo consciente! Não metem medo a ninguém!

  4. Quando se começam noticias com rótulos, sabe-se que não se trata de noticias mas de propaganda.
    Não existiram agressões pois não?
    As ações deste governo tem um nível superior de agressividade sobre os portugueses (educação, saúde, emprego, liberdade).
    Poderiam ter escolhido um modelo de governação diferente (tipo a Suécia) mas quiseram ser os bons meninos (com o tempo, dinheiro e saúde dos outros), para garantirem os seus tachos.(onde todos os governantes vão parar)

    • Esqueceu-se dos impostos.
      Deixámos de ter uma ditadura politica, para ter uma ditadura fiscal.
      Já não temos a PIDE, mas foi substituída pela AT, que controla mais as nossas vidas, do que alguma vez a PIDE conseguiu.

      • Esqueceu-se de uma coisa: quem é verdadeiramente escrutinado e paga todos, mas todos os impostos na totalidade, são os trabalhadores por conta de outrem… O resto é o que todos sabemos, mas fingimos que não sabemos… Por exemplo (mas há mais…), a esmagadora maioria do IRS vem de poucos contribuintes ,assim como de IRC…

  5. O suicídio é livre, porque é que essas avantesmas não esperam pacificamente que morram de Covid?
    Não é tolerável que a maioria do povo esteja a ser ultrajado por esses negacionistas, ou serão também oportunistas?
    Manifestações deste género que poem em causa a segurança das pessoas terão que ser forçosamente reprimidas.

    • Caro Jorge, quem o lê a escrever, fica com a noção que a Covid é uma sentença de morte (tipo Sida)
      A super maioria das pessoas que perderam a vida com covid, estão dentro da esperança média de vida dos portugueses.(justificação usada para as mortes pela vacina covid)
      Se a covid fosse assim tão grave, já estava todo o continente africano (que só tem 2% da população vacinada) num absoluto caos com cadáveres espalhados nas ruas (como foi na peste bubónica em europa)
      E antes de vir com a sua psicose maldosa de “se apanhar depois não vá ao hospital ocupar lugar” sim já apanhei e toda a minha família e nem sintomas de constipação tivemos.
      Se você é doente, frágil e nunca cuidou da saúde não é agora a esconder-se em casa do covid que vai prolongar a sua vida, cancro ou AVC vão certamente o apanhar.
      Sugiro que largue o culto da passividade, pois foram pessoas como você que permitiram a ascensão de grupos totalitários como os Nazis, O exercito vermelho de Mao ou Stalin.
      Leia sobre o passado e eduque-se, fazia melhor figura.

        • Se apanhar covid, tem 99,7% (e 99,9999% se tiver menos de 25 anos) de probabilidade de em 3 a 15 dias ficar bem e com um futuro mais fortificado em relação ao vírus, a chance de apanhar novamente é reduzida ao máximo. (sim leia os estudos Israel e Vietnam)
          Se apanhar SIDA passa a ser um ónus para a sociedade para o resto de toda a sua vida, e se tiver sorte de ser rico, torna-se o cliente/comercial perfeito para a industria farmacêutica.

            • Seguramente mais que pessoas de covid abaixo dos 35 anos sem comorbidades.

              Remeto os 80% de morte por covid para a justificação de morte por vacina (covid)

              “Não é significativo pois estão dentro da esperança média de vida portuguesa”

  6. A minha liberdade de dar um murro termina no nariz do próximo.
    Abomino a personagem insultada. Desde logo porque são do conhecimento público as referências ao seu envolvimento num caso muito mediático ocorrido há uns anos e que só que só não atingiu a figura deste cavalheiro porque foi protegido por alguém que, hoje, já não pode fazê-lo.
    Respeito a opção de quem não quer vacinar-se (pessoalmente a minha opção foi outra). Mas o insulto e a coacção sobre este indivíduo (para mais, goste-se ou não – e eu não gosto nem um bocadinho -, há a considerar o cargo que ocupa) ou qualquer outro (ainda recentemente foi o líder da task force) é um crime público, que não carece de participação para o procedimento. Donde, onde anda o Ministério Público?
    Um país, uma autoridade, não pode ser constrangida por uma minoria de arruaceiros e energúmenos. Senão caímos na anarquia.
    Por outro lado, neste, como noutros casos, a comunicação social deveria cumprir o seu papel de não promoção do ódio e de valores negativos para a sociedade. E depois espantam-se de haver quem defenda a censura. Em certos casos, a auto-regulação não funciona…

    • Não ouve agressões pois não?
      Eles não usam a policia (e média) contra nós para exercer igual ou maior força?

      Como então se faz oposição e se resiste a governos que dão passos para o autoritarismo?
      Sendo passivo?
      Passividade e docilidade é o alimentos dos autoritários.
      Não existe virtude e “comer e calar”.
      O governo tem de temer o povo, não o povo temer o governo.

      A resistência tem de ter igual força à pressão exercida.

      Largue o culto do politicamente correto, os seus filhos e netos irão pagar por isso.

      • Além do resto, parece que por aí também não houve ensino básico…
        Eu OUVI e vi um grupo de loucos a por em causa a ordem pública com insultos, intimidação, ameaças, etc, etc…

        “Eles não usam a policia (e média) contra nós para exercer igual ou maior força?”
        “Eles” quem?!

      • Caro Miguel,
        O seu principal argumento desmonta-se facilmente: alguém foi obrigado/forçado a vacinar-se? Alguma vez os senhores negacionistas e/ou anti-vacinas, foram agredidos, insultados, como fizeram agora e há umas semanas com o líder da task force? Pelo contrário, tem beneficiado da complacência das autoridades, dos demais cidadãos e até da comunicação social para passarem a vossa mensagem. E insisto: ninguém que não queira vacinar-se foi forçado a tal! Os senhores não querem vacinar-se, é uma opção vossa, é um direito vosso e, em momento algum, contrariamente ao que a sua retórica falsa e manhosa sugere, tal direito foi colocado em causa.
        A figura da resistência contra ordens e leis injustas e ilegais do Estado, está prevista na Constituição. Usem-na! Bem sei que, não posem socorrer-se de tal instituto jurídico, pois faltam-vos fundamentos para tal …
        Portanto, desmontado o falacioso argumento, cumpre ainda manifestar o meu repúdio pelo invocar do politicamente correcto contra mim. É algo que não posso perdoar-lhe. Se o senhor não distingue a educação/correcção com que me dirijo a todos os outros comentadores reste espaço do politicamente correcto, então não temos muito mais a conversar.
        É que, na verdade, eu abomino ainda mais o politicamente correcto do que o indivíduo que os senhores insultaram. O senhor não consegue imaginar a aversão que tenho àquela pessoa. Ainda assim, é o Presidente da Assembleia da República e, portanto, por menor que seja o respeito pela pessoa, devem respeitar-se as instituições (mesmo as republicanas – e, sim, sou monárquico). Mas mesmo assim o politicamente correcto é algo que me causa um asco ainda maior. E, todavia, no meu comentário procurei separar a pessoa do cargo que exerce.
        Cumprimentos.

        • Caro Sykander,
          A noção ” forçado/obrigado pode ser interpretada ao gosto do freguês..
          Acha que foi por vontade própria que 80% da população se vacinou?
          Investigue as respostas das pessoas comuns e facilmente vai perceber que a “solução” foi “empurrada” com todo o tipo de “punições”
          Desde “eu precisava de viajar” “não podia ir trabalhar sem vacina” “não podia andar sempre a fazer testes” “O meu patrão obrigou”
          Certamente sabe distinguir Livre arbítrio de pressão ativa.

          Porque é que se pune “assédio sexual” nas empresas (onde o patrão insinua-se a um colega, sem o violar, mas essa ambiguidade não o iliba de crime).

          E acha que se justifica castrar os direitos de educação, trabalho, Viajar, lazer de 100% da população, por uma doença que afeta 0,2% (mesmo contabilizando as pessoas em fim de vida)?

          E o problema principal.. o que vem a seguir? Acha que depois de provar este tipo de poder, não estão mentes psicopatas a pensar em explorar a situação para proveito próprio?

          • Caro Senhor Miguel,
            Com todo o respeito, vai desculpar-me mas os seus argumentos são demasiado tíbios. Tenho vários amigos e colegas que se recusaram tomar a vacina. Continuam a viajar, a dar aulas e a fazerem a sua vida normal. Se não os conhecesse podia até aceitar os seus argumentos. Mas conheço-os. Percebo os seus pontos de vista, mas discordo. Até porque há afirmações falaciosas: 10,5% dos portugueses foram afectados, i.e, 1.050.000; desses quase 18.000 morreram, o que equivale a 1,8% de mortalidade, não a 0,2%.
            Os 0,2% que refere, são em relação à totalidade da população, certo? Por essa ordem de ideias o cancro que mata em Portugal 23.000 pessoas por ano, também é negligenciável, dado que representa 0,2% de fatalidades em relação à totalidade da população, isto é, uma irrelevância estatística. Portanto, não vale a pena gastar dinheiro com isso. 500 mortos por ano nas estradas, representam 0,005% da população. Outra bagatela estatística, portanto, vamos acabar com todos os gastos para prevenir a sinistralidade rodoviária. E, assim sucessivamente…
            Em suma: respeito os seus argumentos, embora deles discorde em absoluto. O Senhor pode manter a sua opção de não tomar a vacina.
            A mim, pessoalmente, chocou-me mais o casamento de pessoas do mesmo sexo (chamem-lhe outra coisa, casamento, não!), a adopção por casais do mesmo sexo (discordo em absoluto), a eutanásia (um perigoso precedente que se abre). Mesmo não concordando, aceito quem pensa diferente, embora não aceite que questões destas não sejam referendadas. Se quer falar de ditadura, podemos começar por aí, pela aprovação pela AR de institutos jurídicos nos quais apenas uma minoria se revê. Cumprimentos.

            • Sykander,
              Teria todo o gosto em dissecar os seus contra argumentos, pois parece-me uma pessoa culta e que merece o tempo investido.
              E tem pontos de vista (ditos conservadores) que concordo
              Infelizmente este meio não é propicio a isso.
              Alguns reparos:
              “10,5% dos portugueses foram afetados, i.e, 1.050.000; desses quase 18.000 morreram”
              o que equivale a 1,8% de mortalidade, não a 0,2%.

              Certamente não acredita que os casos diagnosticados representam a totalidade das infeções.

              Estima-se que no mínimo existiram 3 a 5x mais casos do que os detetados.
              Logo quando se muda um denominador o resultado é diferente.
              E pela transmissibilidade do vírus, creio que não é irreal que 50 a 70% da população portuguesa tenha contraído o vírus entre 2020 e 2021 (pois até as pessoas mais “abandonadas”/isoladas que residem nos lares acabaram por ser infetadas)

              Dos 18k que faleceram, temos de contabilizar quantos iriam falecer (mesmo sem covid) ou seja morreram com uma infeção covid mas não por causa dela. (e serviram para alimentar o pânico) Algo que alguns média assumiram abertamente que fizeram.

              A mortalidade por covid varia entre 0,001% os jovens e vai até 7-8% para pessoas muito idosas. (o quem em si é relevante e curioso, já o cancro mata com a mesma precisão seja 8 ou 80)

              Quando mencionei 0.2% é a média ajustada à idade de um adulto (25-45) saudável, e se somos jovens temos o DEVER de ser aptos & saudáveis, é algo ao alcance de Quase todos, e existe uma verdadeira epidemia de doenças causadas pelo maus estilo de vida (o que se come, o que se bebe, o que se faz, e até o que pensa) e que nos próximos anos vai começar a mostrar a sua forma.
              E essa epidemia é um dos maiores ónus da sociedade. entope os nossos hospitais e reduz o nosso progresso. infelizmente é também o melhor “business plan” para uma das maiores industrias do mundo (a farmacêutica).

              E esse casamento cada vez mais consolidado da farmacêutica , educação & redes sociais com o governo é infinitamente mais desconfortável que os pontos com o qual discorda, pois pode amplifica-los a níveis de rutura social.

              Já agora mortalidade em Portugal
              Desde 1970 tem sido constante o numero de mortes por ano.
              Sem qualquer incremento significativo com a pandemia covid.
              Esperar-se-ia um desastre de números se o vírus fosse tão perigoso quando as medidas que foram impostas.

              Certamente quando se deu a peste bubónica havendo estatísticas seriam números muito mais sérios.

              Não havendo oscilação, é essa a peça fundamental que intriga os ditos “negacionistas”
              A ligeireza e ambiguidade de uma pandemia que é bom para uns e mau para outros.

              Mata tal como a natureza, leva os fracos e deixa os fortes
              E que até vai ao encontro do pensamento global (excesso de população e quem “tem de ir”)

              Se tivéssemos a falar de um vírus Realmente mortal (+10% população – incluindo jovens) já concordaria com medidas aplicadas.

              Não é o caso.

              Tentou-se matar a mosca num cavalo com um canhão

              Bem Haja

            • Caro Eu!
              O problema da Eutanásia é o abrir-se a possibilidade de… É controlado por juízes e por médicos. Mas, quem no seu perfeito juízo se sente confortado com decisões deixadas nas mãos de juízes que são tão permeáveis à corrupção (mesmo nos tribunais superiores – vejam-se os problemas no TRL) e por médicos (vejam-se os sucessivos casos de fraude ao SNS e o corporativismo). Enfim, abrindo-se a porta, problemas surgirão!

              Caro Miguel:
              Vai desculpar-me. Os seus anteriores comentários são muito diferentes deste, em que me revejo em quase tudo o que escreveu.
              Duas excepções: há de facto um pico de mortalidade em 2020 em relação aos anos anteriores. AS estatísticas demonstram-no. E, sim, muitos dos que partiram, tinham 4, 5, 6 doenças. Morreram com Covid mas, provavelmente, pela conjugação de factores.
              “Tentou-se matar a mosca num cavalo com um canhão”: aceito a sua imagem. Mas, e se não se tivesse usado o canhão? Como teria sido? Como teriam sido Janeiro e Fevereiro? Confesso que não sei. E, com toda a frontalidade lhe digo: abomino a máscara, detestei os confinamentos (acho que ainda não recuperei dos seus efeitos), estou cansado de tanta treta de tanta restrição. Mas, se todos tivéssemos também sido responsáveis (e alguns não o foram) talvez isto não tivesse corrido tão mal e, talvez não tivesse sido necessário ir tão longe. Foi-se demasiado longe? Talvez sim, talvez não! A verdade é que nunca o saberemos. Se não tivéssemos ido tão longe talvez agora estivéssemos a lamentar uma tragédia. Assim, estamos a lamentar os prejuízos (que não são poucos) que tivémos. Em suma: pode ter razão; pode não a ter. Não sabemos. Duvido que alguma vez o saibamos…
              Cumprimentos,

        • Respeito , docilidade & ausência de resistência é o sonho “húmido” dos tiranos.

          Se um politico nos faz a vida negra (não deixa os nossos filhos estudar, não nos deixar trabalhar ou abrir o nosso comercio, se nos “empurra” medicamentos pouco comprovados)
          Sim porque existiam alternativas (vulgo – Suécia)

          Porque devemos nós agirmos com o respeito que não nos dão?
          Como vão eles saber que estão a ir longe demais? Com posts em sites de esquerda? E ralhar com os vizinhos?

          Lembre-se os republicanos roubaram a monarquia com um assassinato duplo, não num processo democrático.
          E ainda hoje (as pessoas do regime) podem matar ( ex – cabrita) e saem impunes.

          • Caro Miguel:
            Creio que sabe que a Suécia (tal como o Reino Unido) a dada altura tiveram de voltar atrás na política inicial.
            Relativamente ao último parágrafo, não comento. Subscrevo!

            • Eutanásia controlada por médicos e juízes?!
              Então muda-se o nome para suicídio assistido (como na Suíça) e está o problema resolvido.

            • Caro Eu! O problema está na ganância das pessoas. Quantas pessoas já foram assassinadas por causa de heranças. Era aí que queria chegar. Familiares de conluio com médicos perante juizes distraídos. Isso é um grande problema e é aí que fundo a minha posição. Mas também perceo a outra parte do problema.

    • Completamente de acordo.
      Também não posso com o Ferro, mas estes negacionistas retardados são um perigo para a sociedade e já andam a abusar da sorte.

      • Peço desculpa, mas discordo.
        Declaração de interesses: sou monárquico.
        Portugal tem 6 Constituições: 3 Monárquicas (1822, 1826, 1838); 3 Republicanas (1911, 1933, 1976).
        De todas qual foi a única sufragada pelo povo? Surpresa: a de 1933! Sim, a da “ditadura” foi referendada e aprovada pelo povo!
        Curiosamente, Salazar tinha planos para retornar a uma monarquia. Mas o mundo mudou após 1945 e o regime também. E não foi para melhor…
        Outra curiosidade: a CRP de 1976, é tão “democrática” que não admite que o povo se pronuncie quanto à forma de regime. Na verdade, não o admite de todo! Não o admite ao proclamar no artigo 1.º que Portugal é uma República. Algo que é reiterado e blindado nos limites materiais de revisão. Isto é: quais as matérias que não podem ser alteradas em revisão constitucional? Pois bem: uma delas é a forma republicana de regime… Mesmo que o povo queira…
        Ou seja, não estamos bem numa democracia, quando o povo não pode pronunciar-se em questões como esta. E outras que são cozinhadas entre os 230 Senhores que nos representam (mal)…
        Cumprimentos,

        • Mas é MUITO mais democrática do que qualquer monarquia!!
          Não conheço nenhum rei que tenha sido escolhido pelo povo e portanto qualquer monarquia é apenas “meia” democracia…

          • Caro Eu! O que aponta é um facto e uma das fragilidades da monarquia. Há ainda outra. Na minha perspectiva, todavia, as vantagens superam as desvantagens. Mas já anteriormente discutimos este assunto. E sabemos que neste caso temos opções divergentes. Cumprimentos,

  7. O vergonhoso disto tudo é termos como segunda figura do Estado alguém com as acusações que este senhor teve. Devia haver um minimo de decoro. Mas também temos um primeiro ministro que foi o n.º 2 do Sócrates e agora anda por aí de cara levantada. A vergonha não é algo que estejamos habituados em politica. O que me admira mais são os portugueses, tão fortes e decididos em conversas de café, mas depois votam nesta gente, uns acusados de pedofilia, outros n.º 2 de quem um primeiro ministros que presumivelmente foi o politico mais corrupto de Portugal de todos os tempos. Votam no mesmo partido, nas mesmas pessoas. Caro que nada ainda foi provado, nuns dos casos a acusação caiu, mas houve alunos da Casa Pia que acusaram esse senhor e que eu saiba não foram condenados por difamação.

    • Portugal tornou-se um país de mansos! Mamões e tachinhos! Só isso explica continuar-se a votar nos mesmos. Folgo em ver que ainda há resistência contra tudo isso e aplaudo a coragem daquela gente se insurgir contra um dos mais desprezáveis homens que temos no panorama político em Portugal! Gente desta só não está atrás das grades, graças aos mansos que ainda lhes vão dando poder.

  8. Este Fernando Nobre é mais um egotripper, que inventou uma associação de “Médicos Internacionais”, de Cascais provavelmente. Dá para tratar o Cavalo Lusitano, mas nem em Aviz.
    Portugal não é uma ilha, as tendências ruins também chegam cá, mais cedo ou tarde.
    Dantes acreditava-se em Fátima, mas de modo pacifico. Os tempos e as modas mudam.
    Mas ordinarice sempre será isso mesmo

    • Não é preciso. É um crime público que está em causa. Basta que a PSP, enquanto autoridade pública, mencione estes factos no relatório de ocorrências, para que o MP tenha de abrir um inquérito.

  9. Ignorância sua: sou monárquico e portanto estou à vontade para o que vou escrever.
    Quando escreve “não detém soberania pois nunca foi legitimada em referendo pelo povo!” Talvez o Senhor não saiba mas, embora as Constituições de 1911 e de 1976 não tenham sido referendadas, a Constituição da República Portuguesa foi-o! Pois é a “infame” Constituição do Estado Novo foi referendada pelo povo e, consequentemente, foi-o também a forma de regime. E no seu texto até se previa que a forma de regime podia voltar a ser a Monarquia (que até era o projecto de Salazar – depois rebentou a II Guerra e o mundo mudou e com ele, para pior, o regime)
    Curiosamente, já a CRP da “democracia” feita aprovar pelos lutadores pela liberdade e pelos resistentes da “ditadura” foi aprovada sem ratificação popular e proíbe outra forma de regime que não a da republicana. Se dúvidas existirem, a fórmula “Portugal é uma república (art 1.° da CRP) e, já na parte final, quando se alude às revisões constitucionais, entre os limites materiais à revisão constitucional, encontra-se a forma de regime. Curioso, não?
    Bem sei que é muito controverso o que acabo de escrever. Mas é factual.
    Cumprimentos

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