Fauci descontente com uso de palavras suas em vídeo de Trump. Talibãs esperam que seja reeleito

Anthony Fauci manifestou o seu descontentamento perante o uso de palavras suas sobre o novo coronavírus num vídeo da campanha para a reeleição do presidente dos EUA. Apesar das inúmeras atitudes controversas, Donald Trump tem recebido apoio de várias fações, e desta vez foram os Talibãs a incentivar o voto no candidato republicano.

“Em quase cinco décadas de serviço público, nunca apoiei publicamente nenhum candidato”, disse o diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, numa nota enviada à CNN.

Este vídeo de campanha de 30 segundos destaca a experiência pessoal de Donald Trump com o vírus e inclui uma breve passagem de uma entrevista com o médico, sugerindo que ele elogia a resposta do Presidente à pandemia.

“As declarações atribuídas a mim sem minha permissão pela equipa de campanha do Partido Republicano foram tiradas do contexto de um comentário que fiz há vários meses a respeito dos esforços das autoridades de saúde federais”, explicou o imunologista na sua resposta à CNN.

Membro do grupo de trabalho da Casa Branca sobre o coronavírus, Anthony Fauci, um especialista de 79 anos reconhecido mundialmente, tem corrigido o presidente dos Estados Unidos após as observações deste último sobre as próximas vacinas ou tratamentos contra covid-19.

As declarações de Donald Trump sobre a covid-19 têm sido polémicas, sobretudo depois de ter dito que o facto de ter contraído a doença foi uma “bênção de Deus”. Para muitos especialistas em política, esta atitude do presidente norte-americano pode valer-lhe uma derrota nas próximas eleições presidenciais que se deverão realizar no dia 3 de novembro.

Contudo, há quem se deixe convencer por Donald Trump e apoie a sua permanência na Casa Branca. É o caso dos Talibãs, que esperam que o candidato republicano ganhe a disputa contra Biden. Na origem deste apoio está a promessa de retirar a presença militar americana do Afeganistão, diz o Expresso.

“Esperamos que ele ganhe as eleições e acabe com a presença militar dos EUA no Afeganistão”, disse Zabihullah Mujahid, porta-voz dos Talibãs afegãos, quando entrevistado pela CBS News.

Os representantes da campanha eleitoral de Trump apressaram-se a rejeitar qualquer apoio ou ligação política aos Talibãs, mas essa posição não impede os seus representantes de manterem a expectativa de que o presidente dos EUA cumpra a promessa de retirar a maioria dos cerca de 5000 soldados americanos em solo afegão.

Donald Trump assinou um acordo com os Talibãs que prevê a retirada do contingente americano no Afeganistão até à primavera de 2021. No acordo assinado com a presidência americana, os Talibã comprometem-se ainda a pôr fim às relações de aliança e cooperação com o grupo terrorista Al Qaeda, revela o Expresso.

ZAP //

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