Os neozelandeses não estão nada contentes com o “fake burger”

Impossible Foods / Facebook

O “Impossible Burger” que causou a ira dos neozelandeses

A Air New Zealand passou a oferecer a bordo um hambúrguer de carne sintética que está a provocar a ira nacional. Várias figuras da política neozelandesa consideram que é “uma ameaça aos produtores de carne nacionais”.

Segundo o The Guardian, um hambúrguer vegetariano, que “sangra” sangue falso, está a ser acusado de representar uma “ameaça” para a indústria da carne na Nova Zelândia, com uma grande discussão a crescer no país sobre o aparecimento da carne sintética.

O “Impossible Burger” (“hambúrguer impossível” em tradução para português) está a ser servido na companhia aérea nacional Air New Zealand e já provocou a ira do primeiro-ministro interino, que está a substituir a chefe do Governo Jacinda Ardern, atualmente em licença de parto.

Winston Peters afirma ser “totalmente contra a carne falsa” e considera que a companhia aérea deveria usar produtos animais verdadeiros. O “fake burger”, como já é chamado, foi criado por uma empresa norte-americana e está a ser servido a passageiros da “business class” em voos da transportadora entre Los Angeles e Auckland.

De acordo com o jornal, um representante do partido New Zealand First, Mark Patterson, alerta num comunicado que o hambúrguer pode representar “uma ameaça existencial ao segundo maior produto exportado na Nova Zelândia” e é como uma “bofetada” para o setor da carne vermelha.

“Ter a Air New Zealand a promover ativamente proteínas sintéticas, com uma componente de modificação genética, não é um bom exemplo da Nova Zelândia”, afirmou o porta-voz do partido nacionalista.

Por sua vez, Nathan Guy, porta-voz do Partido Nacional da Nova Zelândia, afirmou no Twitter que é “dececionante” ver a companhia aérea optar por uma opção vegetariana, com as empresas não-carnívoras a assumir que o país precisa de “acompanhar os tempos”.

Em comunicado, a Air New Zealand afirma que gasta milhões de dólares, todos os anos, na compra de carne bovina e ovina da Nova Zelândia, considerando que este hambúrguer vegetariano não representa uma ameaça à indústria nacional de carne vermelha.

“Só no ano passado servimos, com orgulho, cerca de 1,3 milhões de quilos de carne neozelandesa para clientes de todo o mundo”, refere a companhia. “A Air New Zealand não se desculpa por oferecer produtos inovadores aos seus clientes e continuará a fazê-lo no futuro”, remata.

De acordo com o Expresso, esta não é a primeira vez que este hambúrguer – e a empresa que o criou – gera polémica. A Impossible Foods foi fundada em 2011 pelo bioquímico Patrick O. Brown e captou investimentos na ordem dos 300 milhões de dólares. A sua meta: abolir a carne até 2035.

No caso do hambúrguer, os ingredientes base são proteína texturizada de trigo, proteína de batata, óleo de coco e leg-hemoglobina, uma molécula que contém ferro e que existe naturalmente em todas as plantas e animais, escreve o semanário. Nos Estados Unidos, o “Impossible Burger” já está disponível em 2.500 restaurantes.

ZAP //

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