Ex-estrela da NFL suicidou-se na prisão

Jeffrey Beall / Wikimedia

Aaron Hernandez, ex-jogador a NFL que se suicidou na prisão

Aaron Hernandez, ex-jogador a NFL que se suicidou na prisão

O antigo jogador da Liga norte-americana de futebol americano (NFL) Aaron Hernandez, de 27 anos, considerado inocente da morte de dois cabo-verdianos, enforcou-se na sua cela, segundo os serviços prisionais de Massachusetts.

Um guarda prisional disse que encontraram o antigo jogador dos New England Patriots enforcado, pouco depois das 03h00 locais, tendo sido tentada a sua reanimação no local. Aaron Hernandez acabou por ser declarado morto, no hospital UMass Memorial – HealthAlliance, em Leominster, às 04h07.

Funcionários da prisão, citados pela agência AP, disseram que Hernandez estava numa cela individual no centro correcional Souza Baranowski, em Shirley, em Massachusetts, detalhando que o antigo jogador utilizou um lençol amarrado à janela.

As autoridades acrescentaram que Hernandez tentou bloquear a porta da cela pelo seu interior, com vários objetos.

O antigo jogador cumpria uma sentença de prisão perpétua, sem direito a saída precária, pelo assassínio de um amigo, Odin Lloyd, ocorrido em 2013 e pelo qual foi condenado em 2015. Na altura, a acusação defendeu que o antigo jogador matou Lloyd para o silenciar sobre o alegado homicídio de dois cabo-verdianos, em 2012, pelo qual foi considerado inocente na sexta-feira.

No passado dia 14 de abril, um Tribunal de Boston, depois de 37 de deliberação por parte do júri, considerou o atleta culpado pelo crime de posse de arma e absolvido de sete outros ilícitos.

A estratégia de Hernandez, desenhada pelo célebre advogado Jose Baez, teve assim sucesso com o júri, que se reuniu durante seis dias.

Baez defendeu no julgamento que terá sido o amigo de Hernandez que estava com ele na noite dos crimes, Alexander Bradley, que disparou sobre os cabo-verdianos.

Hernandez foi igualmente considerado inocente de ter disparado sobre Bradley (que perdeu um olho no ataque), meses depois do assassínio dos cabo-verdianos.

O procurador responsável pela acusação, Patrick Haggan, defendeu no início do julgamento que Abreu e Furtado foram mortos por causa de “um simples encontrão, uma bebida despejada e uma troca de olhares”.

A acusação apresentou mais de oitenta provas, que incluem testemunhas oculares, gravações de vigilância, o carro usado e a arma do crime, que mostram o que aconteceu na noite de 16 de julho de 2012.

Quando o grupo de cinco cabo-verdianos entrou no seu carro, Hernandez ter-se-á aproximado e disparado cinco tiros, matando os dois jovens e ferido um terceiro.

Foi isto que testemunhou Alexander Bradley em tribunal, mas o júri não acreditou no seu depoimento.

Abreu e Furtado trabalhavam os dois em limpezas e viviam na mesma zona de Massachusetts, estado onde existe uma numerosa comunidade cabo-verdiana.

Quando foi detido, Aaron Hernandez tinha um contrato de 41 milhões de dólares com os New England Patriots, a equipa de Massachusetts que venceu o Super Bowl de 2017.

// Lusa

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