Os Laboratórios Nacionais Sandia começaram a produzir a B61-13 – a mais inovadora arma nuclear dos EUA, “22 vezes mais destrutiva que a bomba de Hiroshima”.
A bomba gravitacional de rendimento variável B61-13 faz parte de um importante programa de modernização do sistema de dissuasão nuclear norte-americano.
Segundo a New Atlas, os Laboratórios Nacionais Sandia (SNL) já começaram a produzir a nova arma – “sete meses antes do previsto”.
Apesar dos perigos que representa, as armas nucleares continuam a ser o centro das atenções quando se trata de geopolítica.
Os EUA iniciaram um programa para prolongar a vida útil e modernizar o seu arsenal nuclear, a fim de garantir a sua segurança e fiabilidade, bem como a sua capacidade de enfrentar as ameaças do século XXI.
Foi por isso que, em 2023, a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA) decidiu investir 92 milhões de dólares para construir uma nova bomba nuclear de gravidade – denominada B61-13.
A B61-13 é uma variante da antecessora B61-7; e como alertou, recentemente, a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN) é “22 vezes mais destrutiva do que bomba que matou 140 mil pessoas em Hiroshima”, Japão, em 1945.
Como detalha a New Atlas, a nova arma de “gravidade” (assim denominada porque a bomba que é largada de um avião em vez de ir num míssil) terá sistemas de segurança atualizados para evitar que alguém mexa no mecanismo ou a faça explodir sem autorização.
Além disso, a B61-13 é uma ogiva variável, o que significa que pode ser programada para um rendimento entre 10 e 360 quilotoneladas – isto não só permite que a arma seja utilizada contra os alvos habituais com danos colaterais mínimos, mas também contra alvos maiores que necessitem de um golpe muito mais forte.
Quando entrar em serviço, a B61-13 será equipada com um kit de cauda que a transformará numa bomba que pode pilotar-se a si própria até ao alvo, tornando-a muito mais precisa e permitindo que o avião se mantenha afastado de defesas aéreas desagradáveis.