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Inteligência dos EUA previu em 2004 como começaria 2020 e “profecias” bateram certo

Um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Inteligência dos EUA, em 2004, previu um cenário político, económico e tecnológico no mundo com muitas deduções corretas, apesar de ter também alguns erros.

Ainda em 2004, consultando especialistas de todo mundo, o Conselho Nacional de Inteligência norte-americano criou uma projeção que previa o fortalecimento da China e tensões entre o país e os EUA já em 2020, assim como diversos outros cenários da atualidade.

De acordo com o comunicado, a China emergiria em 2020 da mesma maneira que a Alemanha cresceu no século XIX. Tal facto já se tornou realidade, com o gigante asiático a ser hoje um dos maiores centros económicos e financeiros do mundo.

Além disso, a rivalidade sino-americana prevista pelo relatório já é um facto constatado pelas recentes tensões e a guerra comercial entre ambos os países.

O desenvolvimento das tecnologias de informação seria também um fator de pressão sobre os estados-nação. “O estado-nação continuará a ser a unidade dominante da ordem global, mas a globalização económica e a divulgação das tecnologias, especialmente as tecnologias de informação, criarão grandes pressões sobre os governos”, lê-se no relatório.

Atualmente, o uso das redes sociais, parte do progresso das tecnologias de informação, tem criado novos desafios aos Governos, desde a disseminação de fake news até ao recrutamento terrorista.

O fortalecimento do islamismo político e do radicalismo religioso também foi referido no relatório. Embora o Estados Islâmico (Daesh) não tenha sido mencionado, previu-se o surgimento de uma organização internacional muito parecida com o grupo.

“O Islão politizado terá um impacto global significante até ao ano de 2020, reunindo grupos étnicos e nacionais distintos e, talvez, formando uma autoridade que transcende as fronteiras nacionais”, realça o documento.

O desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais por parte da Coreia do Norte e Irão também foi previsto. Tal cenário “aumentaria o custo potencial de qualquer ação militar dos EUA contras eles [Coreia do Norte e Irão] e os seus aliados”.

Contudo, é importante realçar que as relações entre os EUA e estes dois países já vinham a presenciar maus momentos ainda no início do milénio. Ambos os países foram incluídos no “eixo do mal”, designação usada pelo ex-presidente americano George W. Bush para se referir a países com “mau comportamento”.

Apesar da grande quantidade de previsões corretas, o relatório também fez previsões erróneas. Entre elas estava o surgimento de um conflito militar entre os EUA e a China devido às contradições entre o gigante asiático e Taiwan.

Se por um lado a China considera Taiwan parte do seu território, as autoridades da ilha buscam o reconhecimento da sua soberania e independência.

  ZAP // Sputnik News

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