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Etiópia. Comissão de direitos humanos denuncia massacre de 600 civis na região de Tigré

A organização independente que investiga acusações de violência contra civis na Etiópia corroborou o relatório da Amnistia Internacional que denunciou a chacina de pelo menos 600 pessoas na região de Tigré, no Norte do país.

Segundo o Público, que cita a comissão etíope, o massacre – ocorrido entre a tarde de 09 de novembro e a madrugada do dia seguinte em May Cadera, localidade que liga a Etiópia ao Sudão (a Oeste) e à Eritreia (a Norte) – representa “violações dos direitos humanos que podem representar crimes contra a humanidade e crimes de guerra”.

De acordo com testemunhas ouvidas pelas organizações, grupos de jovens ligados às forças que controlam a região de Tigré mataram com paus, facas e catanas centenas de civis. “O crime atroz que foi cometido contra civis por nenhuma outra razão a não ser a sua etnicidade, é desolador”, disse o diretor da comissão etíope, Daniel Bekele.

As autoridades de Tigré negaram o seu envolvimento no massacre em May Cadera, onde organizações independentes estrangeiras não conseguem entrar. No dia 13 de novembro a agência Reuters ouviu testemunhas e sobreviventes, na fronteira com o Sudão, que acusaram as milícias e as forças governamentais pelo massacre.

No relatório, publicado na terça-feira, um grupo de jovens da etnia tigré – conhecido como Samri – relatou que foi de porta em porta para identificar e matar os habitantes da minoria amhara. No mesmo documento, há relatos de casos de tigrés que protegeram elementos da etnia amhara.

Tanto a Amnistia como a Comissão de Direitos Humanos da Etiópia dizem que é possível que tenham sido mortas mais do que 600 pessoas.

 

  ZAP //

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