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Estudante projetou um casaco que se transforma num saco-cama para os sem-abrigo. E deu-lhes um emprego

Nos Estados Unidos, há pelo menos 567.715 pessoas que vivem nas ruas. Embora há quem vire as costas a essas estas, também há quem esteja disposto a fazer tudo para ajudar os necessitados e tirá-los do ciclo vicioso da pobreza.

Veronika Scott é uma dessas pessoas, conta o Interesting Engineering. Durante o seu tempo como estudante de desenho industrial no Detroit’s College, a jovem teve uma ideia que ajudou milhares de sem-abrigo.

O tema do seu projeto era projetar algo que “preenchesse uma necessidade” em Detroit, por isso Scott escolheu ajudar as pessoas que viviam nas ruas. Depois de trabalhar com as pessoas no abrigo local para sem-abrigo e tentar entender as suas maiores necessidades, a estudante criou um casaco inovador e resistente às condições climáticas intensas que pode ser transformado num saco-cama ou usado como uma carteira de ombro.

Scott continuou a trabalhar com a comunidade sem-abrigo para aprimorar o design e a qualidade após o término do ano letivo. O casaco EMPWR, feito com produtos de alta qualidade, é produzido com tecido reciclado de empresas como GM e Patagonia. Quando usados, devem durar várias temporadas.

Porém, o projeto não terminou com o casaco. Scott não percebeu o verdadeiro potencial do projeto até que uma sem-abrigo a ter abordado e dito que não queria um casaco, mas sim um emprego.

Esse foi um ponto de viragem. Scott começou a contratar e treinar mulheres sem-abrigo para fabricar os casacos e passou a dirigir uma organização sem fins lucrativos chamada Empowerment Plan.

Fundada em 2011, a organização criou um impacto económico significativo ao empregar membros da comunidade marginalizados para produzir os bens com um grande propósito. A organização do Empowerment Plan criou 90 empregos, impactou 275 crianças e distribuiu 50 mil casacos para manter os desabrigados aquecidos, servindo como um trampolim para sair da pobreza e chegar a um estado de estabilidade financeira.

Ser sem-abrigo cria um ciclo vicioso de pobreza do qual dificilmente se pode escapar. Conseguir um emprego e mantê-lo pode tornar-se um grande desafio que alimenta ainda mais o ciclo.

O modelo de emprego de 2 anos da organização permitiu que aqueles que trabalham lá saíssem do abrigo nas primeiras quatro a seus semanas. “Ninguém voltou a ficar sem-abrigo depois de ser contratado”, lê-se no site da organização.

Agora, 10 anos após a sua fundação, a organização está a crescer. Enquanto as ondas de frio atingem os Estados Unidos, Scott está prestes a embarcar numa jornada de oito cidades para entregar 700 casacos, de acordo com a Fox 2 Detroit.

  Maria Campos, ZAP //

 

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