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Estado volta a pagar mais por testes PCR feitos nos laboratórios privados

Guillaume Horcajuelo / EPA

Desde março de 2020, o Estado português tem conseguido negociar os preços dos testes PCR feitos em laboratórios privados. Atualmente, custam cerca de metade do que custavam há um ano e quatro meses.

Após o Ministério da Saúde ter fechado um acordo com os laboratórios privados para passar a pagar 40 euros por cada teste PCR, num entendimento que levava a uma redução de 25 euros dos preços dos mesmos, o mesmo Ministério deu um passo atrás no acordo depois de os laboratórios terem “batido o pé”, noticia o Público.

A redução do preço dos testes PCR entrou em vigor a 7 de junho e foi revista 24 dias depois, no dia 31 de junho, passando os testes a ser pagos a 45 euros logo a partir do dia 1 de julho.

Ao Público, o Ministério da Saúde justificou que “dada “a manutenção do contexto pandémico desde essa data, a situação existente justificava novo reajustamento do preço compreensivo à realidade, atenta a circunstância de se verificar, por um lado, uma redução do custo de execução dos testes, consequência de uma evolução significativa das técnicas aplicadas, e, por outro lado, uma redução dos preços de mercado dos produtos utilizados, designadamente reagentes, e bem assim, dos custos conexos com material de proteção individual. Assim, procedeu-se à atualização do preço para 40 euros, a partir do dia 7 de junho de 2021”.

Posteriormente, esclareceu que “após nova avaliação, dado o contexto epidemiológico atual e a necessidade de manter e reforçar a resposta laboratorial de testes PCR, o preço sofreu nova atualização, passando a situar-se nos 45 euros a partir do dia 1 de julho de 2021.”

Ao mesmo jornal, o médico Germano Sousa, fundador da rede de laboratórios com o seu nome, explica a pressão feita pelos laboratórios privados sobre o Governo. “Simplesmente dissemos ao Estado que por 40 euros não fazíamos os testes”, referiu.

O patologista revelou ainda que “o ministério ainda está a estudar a hipótese de nos pagar retroativos desde 7 de junho”. “Ainda não desistimos disso”, sublinha.

No entanto, e apesar destas recentes oscilações nos preços, a verdade é que o Estado foi conseguindo ao longo do tempo negociar com os privados. Ainda assim, para privados, os preços têm-se mantido intocáveis, podendo chegar aos 100 euros.

  ZAP //

 

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