Espanha avança com novo prolongamento do estado de emergência. Contágios em Itália voltam a subir

Mariscal / EPA

Pedro Sánchez, líder do PSOE

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, avançou que dentro de quinze dias terá de voltar ao parlamento para prolongar o estado de emergência por mais duas semanas.

Depois de afirmar que Espanha não terá ainda “posto fim à pandemia”, Pedro Sánchez disse que, dentro de quinze dias, terá de voltar a prolongar o estado de emergência.

No debate parlamentar desta quinta-feira, para aprovar o prolongamento do estado de emergência até às 24:00 de 25 de abril próximo, Sánchez explicou que só não pede agora mais um mês de período de exceção porque a oposição argumentaria acusando-o de que não pretende dar contas aos representantes do povo.

Assim, “prefiro vir de duas em duas semanas”, disse o chefe do Governo, insistindo que está “convencido” de que haverá um novo alargamento do “estado de emergência” depois de 25 de abril próximo e, “se não fosse assim, seria porque as coisas teriam melhorado substancialmente”.

Sánchez também reconheceu que, neste momento do confinamento, a maioria das infeções ocorre em casas, e não fora delas, pelo que deve ser complementada com outros tipos de medidas que não especificou.

Os deputados espanhóis votam esta quinta-feira a proposta para prolongar por mais duas semanas, até 25 deste mês, o estado de emergência em vigor desde 15 de março, com o objetivo de lutar contra o novo coronavírus, e que impôs uma série de restrições à mobilidade dos cidadãos, que foram depois alargadas, com medidas adicionais, como o controlo nas fronteiras ou o fecho provisório de atividades económicas não essenciais.

O confinamento foi inicialmente aprovado por duas semanas, às quais foram acrescentadas mais duas, a partir de 29 de março e até 11 deste mês.

Apesar do agravamento da evolução nos últimos dois dias, as autoridades sanitárias espanholas estão convencidas de que o pico da pandemia foi já alcançado, mas alertam para a necessidade de consolidar a tendência de descida detetada.

Novos contágios voltam a subir em itália

Itália atingiu as 18.279 mortes associadas ao novo coronavírus, ao ter registado 610 óbitos nas últimas 24 horas, período durante o qual o número de novos contágios voltou a subir naquele país.

Segundo a Proteção Civil italiana, o número diário de vítimas mortais associadas à doença covid-19 contabilizado hoje é superior aos dados dos últimos dois dias.

Os casos de infeção positivos e ativos neste momento no país são 96.877, mais 1.615 novos contágios face a quarta-feira. Este número representa um aumento considerável em comparação com os dados de quarta-feira, quando foram registados 1.195 novos casos, e é quase o dobro dos 880 que foram diagnosticados no dia anterior.

Estes últimos (880) tinham sido os níveis mais baixos registados desde o passado dia 10 de março.

Em termos globais, desde o diagnóstico do primeiro caso de covid-19 de contaminação interna no país, em fevereiro, Itália contabiliza 143.626 infetados, mais 4.204 em comparação com quarta-feira, indicou o chefe da Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli.

Destes casos totais, 28.470 pessoas estão dadas como curadas, das quais duas mil tiveram alta nas últimas 24 horas. Uma vez mais, a grande maioria dos casos positivos (64.873, cerca de 67%) está em isolamento domiciliário.

Mais 881 mortes no Reino Unido

O Reino Unido registou mais 881 mortes nas últimas 24 horas de pessoas infetadas pelo novo coronavírus, elevando para 7.978 o total de óbitos devido a covid-19. Na atualização dos dados feita esta quinta-feira, o número de pessoas diagnosticadas aumentou para 65.077 casos positivos, mais 4.344 do que no dia anterior.

Na quarta-feira, o balanço diário tinha registado um aumento diário de 938 mortes e mais 5.492 novas infeções relativamente ao dia anterior.

Os números das mortes referem-se a pacientes diagnosticados com covid-19 que morreram no hospital até às 17:00 horas da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. O número de pessoas infetadas é contabilizado de forma diferente e inclui os diagnósticos feitos até às 9:00 horas de hoje.

Estas estatísticas não incluem mortes fora do hospital, como aquelas registadas em lares de idosos, e algumas podem não ser incluídas no balanço diário devido a atrasos no registo dos óbitos, refere o ministério da Saúde.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. «…Sánchez também reconheceu que, neste momento do confinamento, a maioria das infeções ocorre em casas, e não fora delas, pelo que deve ser complementada com outros tipos de medidas que não especificou…»

    Aos poucos começa a ser difícil manter o espectáculo e a mentira em funcionamento; começam a meter as mãos pelos pés e os pés pelas mãos.

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