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Escola à distância arranca hoje. Ensino secundário vai ter aulas pela televisão (mas ainda faltam contratos)

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André Kosters / Lusa

Depois da suspensão das atividades letivas durante duas semanas, as aulas vão recomeçar esta segunda-feira, mas à distância.

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O Governo decidiu que, para compensar a pausa nas aulas, vai haver mudanças no calendário escolar. Assim, os alunos vão ter aulas nos dias que correspondiam às férias de Carnaval, de 15 a 17 de fevereiro. Quanto à Páscoa, os dias 25 e 26 de março serão dias de atividade letiva, ficando as férias reduzidas a quatro dias, de 29 de março a 1 de abril.

Além disso, será feita uma alteração das datas de conclusão do terceiro período para os diferentes anos de escolaridade, sendo que deverão ser acrescentados cinco dias às datas que já estavam previstas.

Segundo o ECO, as novas datas das provas e exames nacionais serão conhecidas a 12 de fevereiro.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros autorizou a “aquisição de computadores e conectividade para o acesso e utilização de recursos didáticos, no processo de ensino e aprendizagem, nos estabelecimentos de ensino públicos e particulares e cooperativos com contratos de associação, resultante da adoção generalizada do regime não presencial em resposta ao agravamento da situação epidemiológica”.

O Governo autorizou a compra imediata de 15 mil computadores, o que vai custar 4,5 milhões de euros. Já foram distribuídos no primeiro período do atual ano letivo 100 mil kits. Serão ainda entregues, ao longo do segundo período, mais 335 mil aparelhos.

Uma estimativa feita pela Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), segundo o jornal Público, aponta que há pelo menos 300 mil estudantes que não têm um computador próprio para poder acompanhar as próximas semanas de aulas à distância.

Enquanto não regressam presencialmente às aulas, os alunos continuam a poder recorrer à telescola. A grelha atualizada da telescola, que foi alargada ao ensino secundário em setembro, inclui as aulas na televisão para os mais novos e as plataformas digitais para os mais velhos.

RTP

O ECO avançou este domingo que, apesar de o Ministério da Educação ter revelado que os alunos do ensino secundário vão ter acesso às aulas através da televisão a partir de segunda-feira, no canal 444 das boxes dos operadores da televisão e no canal 8 da TDT no continente e 9 nas regiões autónomas, ainda não há contrato com a Meo, Nos, Vodafone e Nowo.

Além disso, pelo menos uma das operadoras assegurou que não haverá canais por cabo enquanto o contrato que regula o processo não for assinado por razões de legalidade.

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Centros de estudo querem retomar “ano positivo”

Os centros de explicações esperam que esta seja uma semana de retoma, depois de 15 dias de pausa. Segundo o jornal Público, até à suspensão das aulas, este estava a ser “um ano positivo” para os explicadores, com um aumento de procura motivado pelos impactos negativos que o primeiro confinamento teve sobre as aprendizagens dos alunos.

“Tivemos um aumento de 20%”, disse Leonor Sousa, que dirige o Centro de Estudos da Boavista, no Porto.

A primeira justificação para este crescimento tem a ver com o “medo” das famílias, devido à situação sanitária. Entre ter os filhos num ATL depois do horário das aulas ou inscrevê-los numa explicação individual, os pais preferem a segunda opção. “Pelo menos estão em contacto com muito menos gente”, argumentou.

Além disso, segundo José Carlos Ramos, diretor de franchising da Explicolândia, “os pais perceberam que havia lacunas de aprendizagens”. “Especialmente no 1.º ciclo, há alunos em situação muito complicada. Para as crianças do 1.º e 2.º ano, há perdas que podem mesmo ser irreversíveis.”

O “ponto-chave” para a procura nas próximas semanas serão as avaliações.

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Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros

De acordo com um trabalho científico da Universidade do Minho, citado pelo jornal Público, os estudantes do ensino secundário sentem-se mais inseguros quanto aos efeitos da covid-19 na sua própria saúde, mais de 80% revela receio de contrair a doença e os jovens têm menos confiança nas medidas de proteção individual.

Além disso, a generalidade dos alunos (93,7%) tem receio que alguém próximo contraia a doença.

Entre maio e janeiro deste ano caiu a proporção de alunos que se sente seguro por entender que “utiliza as medidas de proteção adequadas”. São agora 64%

Por outro lado, a maioria (52,1%) dos alunos sente-se seguro na escola se tiver de voltar às aulas presenciais.

  Maria Campos, ZAP //

2 Comments

  1. Estão a arrancar as aulas à distância e, para não perder tempo, já se está a falar em abrir presencialmente! Será o ministro ?

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