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Entidade Reguladora da Saúde diz que fez tudo o que devia no caso do bebé sem rosto

Esta quarta-feira, a presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) considerou que o regulador fez tudo o que devia ter feito no caso do bebé que nasceu em Setúbal com malformações graves não detetadas as ecografias feitas na clínica Ecosado.

Sofia Nogueira da Silva, presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), garantiu esta quarta-feira que não houve um problema de falta de fiscalização à clínica Ecosado e que, no caso do bebé de Setúbal que nasceu com malformações graves, a ERS fez o que podia ter feito e em tempo útil.

“Se nós tivéssemos feito uma fiscalização deste tipo para verificação de cumprimento de requisitos de funcionamento na Ecosado, não teríamos identificado esta situação”, disse, explicando que era difícil identificar uma situação de prática clínica. “Se o tivéssemos identificado, fazíamos o que já tinha sido feito, reencaminhar para a Ordem dos Médicos.”

A presidente da ERS esteve na comissão de saúde a pedido do PAN e explicou aos deputados que os serviços receberam três queixas relativas à Ecosado, desde 2015 a 2019. Uma das queixas referia-se a desumanização no tratamento dos doentes, outra a listas de espera e a uma terceira relacionada com a não deteção de malformações num bebé. A última queixa chegou a 31 de julho.

Sofia Nogueira Silva disse, citada pela Renascença, que “não havia um número de reclamações que justificasse uma intervenção nossa mas, quanto à última queixa, foi reencaminhada de imediato para a Ordem dos Médicos”.

“Fazemos o máximo que podemos com os recursos que temos”, disse a responsável, numa referência à falta de recursos e às cativações que impedem a contratação de novos profissionais. “Mas, neste caso, nada tem a ver com a falta de meios e de fiscalizações. Neste caso fizemos o que era suposto fazer.”

A presidente da ERS revelou ainda, durante a audição, que abriu um inquérito ao acesso a ecografias obstétricas em Lisboa na sequência do inquérito da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sobre o bebé que nasceu com malformações graves.

  ZAP //

 

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