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Seis erros comuns na escolha de probióticos (e como evitá-los)

Aliados da saúde, do bem-estar. Mas a falta de informação pode prejudicar o objectivo. Papel das farmácias é essencial.

São micro-organismos vivos (geralmente bactérias ou leveduras) que, quando ingerido em quantidades adequadas, trazem benefícios para a saúde, especialmente para o sistema digestivo.

Algumas das principais funções dos probióticos: equilibrar a flora intestinal, melhorar a digestão, reforçar o sistema imunitário, prevenir ou aliviar problemas digestivos, ajudar na produção de algumas vitaminas e reduzir o risco de infeções intestinais e vaginais.

A ideia é ajudar mas há alguns erros no momento da escolha, muito por causa da falta de informação. E, nesses casos, os benefícios podem ser reduzidos ou até mesmo nenhum.

A Biocodex – especialista na área da microbiota e dos probióticos – lançou uma campanha de informação e sensibilização nas farmácias, que estará ativa durante todo o mês de abril.

Nesse contexto, deixou em comunicado ao ZAP os seis erros mais frequentes na escolha de probióticos; e explica como evitá-los.

Não considerar a estirpe do probiótico
Porque nem todos os probióticos são iguais. A eficácia depende da estirpe específica e não apenas do género ou espécie. Escolha um probiótico cuja estirpe tenha evidência científica para o que pretende. Assim como dois irmãos da mesma família podem ter personalidades diferentes, duas estirpes podem ter efeitos distintos.

Assumir que todos os probióticos funcionam para qualquer problema
Se são probióticos diferentes, também têm indicações específicas. Escolha os que têm estudos clínicos a comprovar eficácia.

Acreditar que mais estirpes significam maior eficácia
Pensar assim é enganador. Um produto com mais estirpes diferentes não tem de ser melhor. A eficácia de um probiótico depende mais da qualidade e função específica das estirpes do que da quantidade presente na fórmula.

Pensar que doses mais elevadas de microrganismos garantem melhores resultados
Relacionado com o ponto anterior, muitas pessoas assumem que quanto maior for a quantidade de microrganismos num probiótico, maior será a sua eficácia. A realidade é mais complexa: a eficácia de um probiótico não depende apenas do número de microrganismos presentes, mas da estirpe utilizada e da dose específica que demonstrou benefícios em estudos científicos.

Não ter em conta a qualidade do processo de fabrico
A forma como são produzidos pode influenciar diretamente a sua viabilidade e ação no organismo. O processo de fabrico desempenha um papel importante na preservação das características dos microrganismos probióticos. Para que um probiótico seja eficaz, é essencial que as bactérias ou leveduras permaneçam vivas e ativas até chegarem ao intestino, onde exercem os seus benefícios. No entanto, diversos fatores podem comprometer essa viabilidade – como o método de fermentação e encapsulamento ou o controlo de temperatura e armazenamento. Por isso, prefira probióticos que sigam boas práticas de fabrico e que garantam qualidade e estabilidade do produto até ao final do prazo de validade. Opte por fabricantes que apresentem estudos clínicos e certificados de qualidade.

Não seguir as instruções de uso
Como em tudo, é essencial seguir as recomendações do fabricante para garantir que os microrganismos chegam vivos e ativos ao intestino, onde exercem os seus benefícios. Os probióticos não devem ser misturados com bebidas ou alimentos quentes. A toma de probióticos pode ser temporária ou contínua, dependendo do objetivo. Siga as indicações da embalagem.

ZAP //

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