Presença de empresas chinesas em Wall Street está nas mãos de Trump. Irá o presidente aumentar a tensão?

Gage Skidmore / Flickr

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América

A tensão entre os EUA e a China pode aumentar. Desta vez, o governo dos Estados Unidos está a apenas um passo de promulgar uma lei que pode expulsar várias empresas chinesas de Wall Street.

A Câmara dos Representantes aprovou na quarta-feira (2 de dezembro) um projeto de lei que deveria impedir as empresas que se recusassem a abrir os livros para os reguladores de contabilidade dos EUA, de negociar nas bolsas de valores de Wall Street. A decisão de aplicar a legislação foi unânime no Senado no início deste ano, o que significa que só é necessária a assinatura do presidente Donald Trump para que se torne lei.

De acordo com o documento, o projeto deveria ser aplicado a qualquer empresa estrangeira, mas o foco na China é evidente. A legislação diz que todas as empresas públicas listadas nos Estados Unidos deverão revelar se são de propriedade ou controladas por um governo estrangeiro, incluindo o Partido Comunista da China.

Os co-patrocinadores bipartidários da legislação defendem que o objetivo é “expulsar as empresas chinesas fraudulentas das bolsas dos Estados Unidos”. O escrutínio norte-americano intensificou-se após uma polémica que envolveu a Luckin Coffee, pois a empresa chinesa de café revelou grandes irregularidades financeiras neste semestre.

A nova legislação daria a Trump mais uma possibilidade de pressionar a China antes de deixar o cargo em janeiro de 2021. A administração do ainda Presidente tem intensificado a sua luta contra Pequim ao longo deste ano, sobretudo ao tomar duras medidas a nível financeiro e empresarial. Duas das empresas mais visadas foram o Tik Tok e a Huawei.

Ainda no seguimento da pandemia de covid-19, os dois países culpam-se mutuamente por uma gestão inicial do problema que já assola o mundo há cerca de 10 meses.

Segundo o CNN, mesmo com várias medidas restritivas por parte dos EUA, várias empresas chinesas têm preparado planos de contingência à luz do escrutínio intensificado do país. No início deste ano, a empresa de jogos NetEase e a empresa de comércio eletrónico JD.com, ambas sediadas em Nova York, reconheceram as tensões ao anunciarem listas secundárias na bolsa de valores de Hong Kong.

Pequim já deixou clara a sua insatisfação com a legislação dos EUA. Questionado na quarta-feira sobre a votação da Câmara, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, disse que o país se opõe “firmemente à politização da regulamentação de valores mobiliários”.

Se o projeto se tornar lei (e isso está nas mãos de Donald Trump) as consequências imediatas não serão totalmente claras.

Analistas da Goldman Sachs afirmaram, numa nota no início deste ano, que a legislação apenas iria forçar as empresas a cancelar a lista se não pudessem ser auditadas ao longo de três anos consecutivos.

ZAP //

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