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Menos um na lista: Durão Barroso não é candidato a presidente da República

“Não se pode chamar logo fascistas a partidos que exprimem preocupações legítimas sobre insegurança ou imigração ilegal”.

Durão Barroso é um dos vários nomes apontados à presidência da República – embora ainda não haja nenhum candidato oficial.

Mas o antigo primeiro-ministro está fora dessas contas: “Eu não serei candidato à presidência da República, nem a outro cargo político“.

Durão assegura que esta decisão de afastamento está fechada: “Podemos escrever na pedra”. E explica porque está fora da política: “Prefiro a liberdade ao poder”.

Durão Barroso admite que há uma crescente percepção de insegurança em Portugal. “E isso tem de ser combatido, explicado; não chega dizer que está tudo bem”, avisa.

O antigo líder do PSD avisou que o populismo está a aproveitar vazios deixados pelos partidos do centro.

Mas, ainda sobre a insegurança, deixa uma crítica aos críticos: “Não se pode chamar logo fascistas a partidos que exprimem preocupações legítimas sobre insegurança ou imigração ilegal”.

Na RTP, o antigo presidente da Comissão Europeia recordou conversas com Vladimir Putin, noutros tempos: “Chegou a dizer-me que a Ucrânia era uma criação da Comissão Europeia e da CIA, dos EUA”.

“Não entende que os povos têm direito a defender o seu futuro, que a Ucrânia é um país independente, soberano”, contou Durão Barroso, que assim dá sinal de que a guerra na Ucrânia se vai prolongar.

Em relação à União Europeia, Durão sugere que o grupo só será mais forte se funcionar em bloco. E deve “deixar de ser adolescente para passar a ser adulta da geopolítica”.

ZAP //

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