“Isto não é ficção científica”. Drones da Skydio voam sozinhos e podem vir a “aterrar” em Portugal

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“Isto não é ficção científica, está verdadeiramente ao virar da esquina”, diz Martin Brandenburg, representante da fabricante de drones Skydio, em entrevista ao ZAP.

A Skydio é a principal fabricante de drones dos EUA e líder mundial em tecnologia de voo autónomo.

O ZAP conversou com Martin Brandenburg, recentemente chegado à empresa para o cargo de vice-presidente de desenvolvimento de negócios internacionais.

Antes de chegar à Skydio, Martin esteve na China a trabalhar com a DJI, o peso-pesados da indústria dos drones.

O alemão acha que a tecnologia dos drones provavelmente esteve sobrecarregada de expectativa nos últimos anos e que os drones manuais que hoje vemos por aí simplesmente não conseguiram encher as medidas.

“Dentro dos primeiros socorros e das autoridades, por exemplo, não têm sido tão úteis quanto se esperava, porque são muito difíceis de voar”, disse Martin Brandenburg ao ZAP.

Os requisitos de treino e o risco constante de acidentes são barreiras que os drones pilotados manualmente não conseguem superar — por muito alto que voem.

É exatamente aí que entra a Skydio. O seu produto mais conhecido, o Skydio 2, é totalmente autónomo, consegue atingir uma velocidade de quase 60 km/h e consegue acompanhar o movimento do utilizador, até mesmo quando não o está a ver.

Tudo isto é possível ser feito a uma distância de até 1,5 km. “Isto não é ficção científica, está verdadeiramente ao virar da esquina”, atirou o representante da empresa.

“Habilitamos praticamente qualquer pessoa a voar e operar um drone. Já não precisa de ser um bom piloto”, sublinha Martin.

O Skydio 2 vem equipado com uma câmara 4K60 HDR e grava em slow motion a 120 FPS. Além disso, consegue tirar fotografias com uma resolução de 12 megapixels. Para alívio dos mais desastrados, os drones da Skydio têm a capacidade de se desviar de obstáculos, praticamente anulando o risco de acidentes.

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“O que aprendi na indústria dos drones ao longo de sete anos é que cerca de 80 a 85% dos casos em que o drone não faz o que o piloto quer, é na verdade culpa do piloto”, explicou Martin, falando da importância de tirar o piloto humano da equação. O drone tem a capacidade de detetar objetos a menos de um centímetro e consegue voar sem GPS com as suas seis câmaras de navegação.

Os preços variam de acordo com o produto e com o kit que o acompanha, podendo oscilar entre cerca de 949 e os 10.999 dólares. O negócio começou na América do Norte, mas o plano passa pela expansão da marca. A Skydio já está na Ásia-Pacífico e não planeia ficar por aqui.

“O feedback dos clientes tem sido incrível”, disse Martin. A empresa segue o crescimento do mercado e, de momento, esse crescimento parece inclinar-se para o lado empresarial. No entanto, Martin não fecha nenhuma porta, seja a clientes particulares ou a organizações governamentais. Até mesmo em Portugal.

“Adoraríamos trabalhar com clientes europeus também. E adoraríamos ouvir as autoridades portuguesas e, obviamente, as empresas portuguesas, sobre como é que os podemos ajudar com drones inteligentes. Isso é certamente de grande interesse para nós”, atirou.

“Quando pensamos em inspeção, mapeamento 3D, primeiros socorros ou aplicação da lei, estas são todas áreas — e há muitas mais — em que drones autónomos inteligentes fazem todo o sentido”.

  Daniel Costa, ZAP //

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