Dores de costas indiciam risco de morte

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Um novo estudo científico revela que as pessoas que têm dores de costas podem correr maiores riscos de morte, especialmente em idades mais avançadas.

A investigação, que foi publicada no Jornal Europeu da Dor e que se centrou em dados sobre pessoas com 70 anos de idade ou mais, apurou que aquelas que reportaram ter dores de costas ou de pescoço são “13% mais propensas a morrer”, em comparação com as que não revelam este tipo de dores.

Importa sublinhar que não se trata de uma ligação causal, isto é, as dores de costas, por si só, não provocam a morte, mas podem indiciar outros factores ou problemas directamente relacionados com um risco acrescido de morte, “tais como uma saúde empobrecida e fracas capacidades físicas”, evidenciam os cientistas.

A equipa de investigação da Universidade de Sidney, na Austrália, analisou dados do Registo de Gémeos da Dinamarca que inclui mais de 4.300 gémeos com 70 ou mais anos. A estes gémeos perguntaram se sofriam de dores de costas ou de pescoço e voltaram a avaliá-los nove anos depois.

“As pessoas com dores de costas ou de pescoço revelaram um risco de morte 13% maior, devido a qualquer causa, a cada ano, comparativamente com os que não revelaram dores de costas ou de pescoço”, explicaram os investigadores, citados pelo Live Science.

Quando tiveram em conta as capacidades físicas das pessoas e a eventualidade de existirem sintomas de depressão, “a associação entre dores de costas e de pescoço já não era estatisticamente significativa”, apuraram também.

Assim, o autor principal da pesquisa, Matthew Fernandez, constata, em declarações divulgadas pelo The Telegraph, que “as dores de coluna podem ser parte de um padrão de saúde precária e fracas capacidades funcionais, o que aumenta o risco de mortalidade na população mais velha”.

Matthew Fernandez sublinha ainda que se trata de “uma descoberta significativa, já que muitas pessoas pensam que as dores de costas não são uma ameaça à vida”.

Mas o investigador repara que é importante prosseguir com “mais investigação” em torno desta matéria porque, “embora haja uma clara ligação entre as dores de costas e a mortalidade, ainda não sabemos porque é que isso acontece“.

De qualquer modo, Matthew Fernandez atesta que “as dores de costas devem ser reconhecidas como uma importante co-morbidade que provavelmente, influencia a longevidade das pessoas e a sua qualidade de vida”.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Pessoas, que estão vivas, com 70 anos de idade ou mais, são “100% propensas a morrer”.
    Este estudo é meu e vale o que vale.
    Não aterrorizem mais o povo com estas coisas sem terem dados completos sobre a questão.
    Que vamos todos morrer já sabemos, com ou sem dor de costas.

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