Medvedev avisa: deslizámos para uma nova Guerra Fria

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O presidente russo Vladimir Putin, com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev

O presidente russo Vladimir Putin, com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, afirma que as relações entre a Rússia e o Ocidente entraram numa “nova Guerra Fria”.

“Podemos dizer as coisas claramente: deslizámos para um novo período de Guerra Fria”, declarou Medvedev na Conferência de Segurança de Munique, afirmando que os laços entre Moscovo e a UE também estão deteriorados.

No contexto das tensões provocadas pelo conflito na Ucrânia e do apoio de Moscovo ao regime sírio, o primeiro-ministro russo frisou que “o que resta é uma política de inimizade da NATO em relação à Rússia”.

“Quase todos os dias, somos acusados de fazer novas ameaças terríveis contra a NATO como um todo, contra a Europa ou contra os Estados Unidos ou outros países”, disse.

Medvedev sublinhou que a Rússia está aberta a desempenhar um papel construtivo na guerra da Síria. “Vamos continuar a cooperar na implementação de iniciativas de paz conjuntas. Elas são difíceis, mas não há alternativas ao diálogo entre as nacionalidades e confissões.”

O primeiro-ministro russo afirmou ainda ser necessário que a confiança entre Moscovo e o Ocidente seja novamente estabelecida, acrescentando ser um “processo difícil”, mas necessário.

O representante russo criticou o alargamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da influência da União Europeia sobre países europeus que integravam a antiga União Soviética desde o fim da Guerra Fria.

A Guerra Fria correspondeu a um período de tensão política e militar entre os blocos liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética, entre o fim da II Guerra Mundial e a queda do muro de Berlim, em 1989.

Por seu turno, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, sublinhou que a Aliança não procura o confronto. “Não queremos uma nova Guerra Fria”, garantiu.

Os ministros da Defesa dos 28 países pertencentes à NATO concordaram esta quarta-feira em aumentar a presença da aliança atlântica no leste da Europa, devido à ameaça sentida por países como Lituânia, Estónia, Letónia e Polónia em relação à Rússia.

ZAP

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4 COMENTÁRIOS

  1. Onde nunca existiu nenhuma ameaça Russa há Europa , a Europa pôs na mente que a Russia é uma ameaça á sua segurança .
    É a mesma coisa que argumentar sobre o fato inexistente .
    Mais valia a Rússia mandar 3 ou 4 bombas nucleares para a Europa , desta forma a Nato poderia afirmar o que afirma com provas disso .
    No entanto é ridículo sequer pensar que a Europa tem ou terá alguma defesa contra um futuro ataque provocado há Rússia pela NATO , os Russos já vieram várias vezes falar que o escudo de misseis europeus montados pelos estados unidos na Europa contra a Rússia é uma comédia para os novos misseis inter-continentais Russos .
    A Nato está a dar passos lentos para o lado da Rússia , é quase a mesma coisa que alguém ir lentamente com uma caçadeira até á sua porta e dizer que é apara auto-defesa .
    Quando a Rússia ficar farta destas brincadeiras da NATO e arrasar a Europa , depois chorem .

    • Que comédia, estes russos são mesmo uns atrasados… Mas alguma vez tinham hipóteses?
      Eram cilindrados em 2 tempos.
      Cambada de alcoólicos lol

  2. “Mais valia a Rússia mandar 3 ou 4 bombas nucleares para a Europa , desta forma a Nato poderia afirmar o que afirma com provas disso .”

    Parece que estás ansioso que isso aconteça. E já agora, vai até lá, se as bombas cairem é menos um a escrever tanta estupidez nestes sites de notícias.

  3. Concordo consigo Tóino das Batatas, este tal de TIPEPE anda a ver e a ouvir muita porcaria, e anda com o juízo a arrebentar com tanta merda que ouve e vê. Julga ele que se manda bombas nucleares para aqui e ali, como quem cospe caroço de azeitona. É lamentável que algumas pessoas não pensem no que dizem.

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