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Diretora financeira da Huawei processa Canadá pela sua detenção

Maxim Shipenkov / EPA

Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei, apresentou o processo na sexta-feira, dia em que foi aprovada pelo Canadá a sua extradição para os EUA.

Diretora financeira, vice-presidente da administração e filha do fundador da Huawei, Meng Wanzhou foi detida em dezembro no aeroporto de Vancouver, a pedido dos Estados Unidos, por suspeita de fraude e de não respeitar as sanções impostas ao Irão.

Na sexta-feira, Meng apresentou um processo contra o governo canadiano, o serviço de fronteiras e a polícia por “graves violações” dos seus direitos civis, acusando-os de a interrogarem no aeroporto sob falso pretexto, antes da sua detenção, que, segundo o processo, foi “ilegal” e “arbitrária”, conta a BBC.

As autoridades canadianas alegaram que “não acreditavam que a informação fosse obtida se a queixosa fosse presa imediatamente”, justificando o facto de não terem cumprido o código de direitos e liberdades canadiano.

Também na sexta-feira o Canadá iniciou o processo de extradição de Meng Wanzhou para os Estados Unidos. A diretora financeira do gigante de telecomunicações chinês, que se apresentará em tribunal na quarta-feira, nega todas as acusações contra ela.

A China criticou a detenção e extradição da sua cidadã como um “incidente político”, que fragilizou ainda mais as relações de Pequim com os Estados Unidos e o Canadá. Estima-se que dois cidadãos canadianos terão sido detidos na China como retaliação.

Uma semana depois da detenção, um juiz canadiano ordenou a libertação, sob fiança de 6,5 milhões de euros, da diretora financeira do grupo chinês. A empresária saiu algumas horas depois, sob fortes medidas de segurança.

A diretora financeira da gigante chinesa das telecomunicações tinha apelado para que fosse libertada sob fiança, alegando razões de saúde. A mãe de quatro filhos, de 46 anos, saiu com a obrigação de cumprir várias condições: pagar um depósito de 10 milhões de dólares – cerca de 6,5 milhões de euros -, entregar os dois passaportes, residir numa das duas propriedades que possui em Vancouver e usar uma pulseira eletrónica no tornozelo.

Além do pedido da sua extradição, as autoridades americanas apresentaram cerca de duas dezenas de processos contra a Huawei e Meng Wanzhou em janeiro.

  ZAP //

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