Freddie Mercury levou Princesa Diana a bar homossexual disfarçada de homem

TaylorHerring / Flickr

Diana de Gales, a Princesa do Povo

No mês em que se assinalam 27 anos da morte de Freddie Mercury, o filme biográfico do carismático cantor dos Queen está a desiludir, por não contar toda a verdade sobre o homem complexo que um dia levou a Princesa Diana disfarçada a um bar homossexual.

Apesar da relevância história desse episódio, e da grande amizade que a Princesa Diana tinha com Freddie Mercury, esse episódio não faz parte do filme biográfico sobre o cantor dos Queen, “Bohemian Rhapsody”, que estreou em Portugal, no passado dia 31 de Outubro.

A história é relatada pela actriz Cleo Rocos no livro “The Power of Positive Drinking”, onde refere como, depois de uma noite de copos, em que participou com a Princesa Diana, Freddie Mercury e o comediante britânico Kenny Everett, também já falecido, acabaram todos num bar homossexual de Londres.

Cleo Rocos conta que tudo começou na casa de Kenny Everett, onde beberam várias garrafas de champanhe, enquanto viam a série de televisão “The Golden Girls” [“Sarilhos com elas” na tradução em Portugal] e com cada um deles a dar voz a uma das quatro personagens femininas, improvisando diálogos obscenos.

Corria o ano de 1988 e Diana terá tido a ideia de ir com eles ao famoso bar homossexual Royal Vauxhall Tavern, onde Freddie Mercury e Kenny Everett seriam clientes assíduos.

Então, disfarçaram Diana com um casaco militar, um chapéu e uns óculos de aviador. A Princesa foi completamente ignorada no bar, com todas as atenções concentradas em Freddie Mercury e em Kenny Everett, o que a deixou maravilhada, conta Cleo Rocos no seu livro.

A actriz aponta como a Princesa Diana abriu caminho pelo bar, entre “apertões e através de tangas e tangas de cabedal“, relata o ABC espanhol. “Diana e Freddie não conseguiam aguentar o riso, mas ela ainda foi capaz de pedir um vinho branco e uma cerveja”, conta também.

Freddie Mercury e a Princesa Diana foram amigos durante muitos anos, até que o cantor morreu em 1991, com 45 anos, vítima de uma bronco-pneumonia e como resultado de complicações do VIH-SIDA. Um dia antes tinha assumido a sua condição de seropositivo.

Um filme maldito

Apesar dessa amizade importante, a Princesa Diana não faz parte das memórias da vida de Freddie Mercury que são ilustradas em “Bohemian Rhapsody”, um filme que está a ser muito criticado por se considerar que é pouco autobiográfico.

A obra cinematográfica é encarada como uma versão “higiénica” e “familiar” que toca demasiado ao de leve a sexualidade do cantor, focando-se mais na relação com Mary Austin, a sua melhor amiga, do que no relacionamento que Mercury manteve com o cabeleireiro Jim Hutton (1949-2010), com quem passou os últimos seis anos de vida e que também era seropositivo.

Há quem note que o filme se centra sobretudo nos concertos e na música, esquecendo o homem carismático que catapultou os Queen para a ribalta da música mundial. Foi, aliás, esse o argumento que levou o actor Sacha Baron Cohen, o primeiro escolhido para fazer de Mercury, a abandonar o filme.

Rami Malek, que foi uma terceira escolha, depois de o segundo actor ter também deixado o filme, só recebe aplausos pela sua performance como Freddie Mercury. Mas os elogios ao filme ficam-se quase por aí.

Realizado com a produção executiva de Brian May e Roger Taylor, os dois músicos dos Queen originais que actualmente fazem parte da composição da banda, já há quem fale do filme como uma obra amaldiçoada. Para começar porque levou oito anos a chegar aos cinemas, desde o anúncio do filme feito em 2010.

Além das trocas de actores, também o realizador inicialmente escolhido, Bryan Singer, foi despedido no início do ano, sendo substituído por Dexter Fletcher.

E depois da chegada às salas de cinema, há muitos fãs dos Queen que encontram várias falhas históricas na trama. Mas, o que é certo, é que o filme está a ser um sucesso de bilheteira.

SV, ZAP //

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7 COMENTÁRIOS

  1. “Feito com a produção executiva de Brian May e Roger Taylor, os dois únicos músicos dos Queen ainda vivos”… O John Deacon morreu????…

  2. Uma autobiografia pressupõe que seja o próprio a fazer alguma coisa, caso contrário passa a ser uma mera biografia, e esse erro é cometido vezes sem conta neste artigo.

  3. O Filme não está a desiludir. se querem os dados todos correctos do passado da Freddie (não Freddy) e dos Queen, vejam o documentário “Days of our lives”. Um filme de duas horas não pode englobar tudo sem carga dramática.

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