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DGS traça “linhas vermelhas” no combate à pandemia

Rammn de la Rocha / EPA

A Direção-Geral da Saúde (DGS) elencou, num estudo publicado este sábado, uma série de linhas vermelhas que devem orientar uma resposta eficaz e controlada à evolução da covid-19 em Portugal.

Na passada quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, mencionou dois critérios-chave para avaliar a evolução da pandemia e definir o desconfinamento, mas o documento agora publicado no site da DGS, sob o título Linhas Vermelhas – Epidemia de infeção por SARS-CoV-2, elenca três parâmetros-chave e outros secundários.

Incidência, transmissão e ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) são os indicadores essenciais para uma resposta eficaz à pandemia de covid-19, escreve o jornal Público, que analisou o documento da DGS.

Eis as três principais linhas vermelhas:

  1. O número de novos casos por cem mil habitantes ser superior a 60 durante 14 dias;
  2. O índice de transmissibilidade (RT) ser superior a 1;
  3. Haver, no máximo, 245 doentes com covid-19 a ocupar camas de UCI.

Se estas metas forem ultrapassadas, as medidas e restrições deverão ser ajustadas.

De acordo com a SIC Notícias, a DGS define ainda parâmetros secundários: a taxa de testes positivos não deve ultrapassar os 4% e a percentagem de casos confirmados, contactados e rastreados nas primeiras 24 horas, não deve ser inferior a 90%.

Estas medidas, fixadas por peritos da DGS, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, da Escola Nacional de Saúde Pública, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e da Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a covid-19, servirão para ajustar os moldes em que se fará o desconfinamento em Portugal.

Portugal registou este sábado 19 mortes relacionadas com a covid-19 e 564 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da DGS revela que o número de internados baixou dos mil, para 980 doentes (menos 66 do que na quinta-feira), o valor mais baixo desde 14 de outubro, dia em que estavam hospitalizadas 957 pessoas.

Em Portugal, morreram 16.669 pessoas dos 813.716 casos de infeção confirmados.

  ZAP //

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