DGS considera que quem esteve infetado só precisa de uma dose da vacina

Christian Bruna / EPA

A recomendação ainda pode vir a ser alterada, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que quem esteve infetado com o vírus SARS-CoV-2 só necessita de uma dose da vacina.

Uma fonte oficial do organismo disse ao Observador que a Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que as pessoas que estiveram infetadas com o vírus SARS-CoV-2 não devem tomar a segunda. No entanto, como “não existe evidência suficiente para uma recomendação definitiva”, a recomendação do organismo pode ser alterada no futuro.

“À data, considera-se que estas pessoas não devem ser vacinadas com a segunda dose, considerando-se que ficam com o ‘esquema vacinal completo’. Contudo, esta recomendação pode sofrer alteração ao longo do tempo, de acordo com a evolução do conhecimento científico”, admitiu fonte oficial em declarações ao matutino.

O imunologista e investigador no Instituto de Medicina Molecular (Lisboa) Luís Graça explicou ao Observador que o primeiro contacto com o vírus permite que o organismo guarde uma memória da resposta imunitária – nomeadamente os linfócitos T – que pode ser reativada mesmo passado vários meses.

O tipo de resposta que uma infeção natural ou que uma vacina desencadeia, em termos de anticorpos, são equivalentes, e é por esse motivo que a DGS considera que ter sido infetado antes ou depois da primeira dose funciona quase como uma segunda vacina.

Apesar disso, as pessoas que recuperaram de infeção não vão ser excluídas do plano de vacinação. “A vacinação de pessoas recuperadas ocorrerá logo que a disponibilização de vacinas aumente”, clarificou a DGS.

Fonte oficial da DGS especificou ao jornal que quem foi infetado depois da primeira dose não deverá tomar a segunda porque “considera-se que tem resposta imunológica eficaz”; quem esteve infetado antes da primeira dose, mas mesmo assim fez a primeira toma, “não deve ser vacinada com a segunda dose, considerando-se que fica com o ‘esquema vacinal completo’; e quem esteve esteve infetado e ainda não tomou nenhuma dose da vacina, ainda “está ainda a ser analisado” se vai tomar uma ou duas doses.

No caso dos lares, a estratégia tem uma nuance: o antes e o depois do início da campanha de vacinação.

“Nas ERPI [Estruturas Residenciais para Idosos], instituições similares e unidades da RNCCI [Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados], a vacinação de todas as pessoas elegíveis, independentemente da história prévia de infeção por SARS-CoV-2 anterior ao início da campanha de vacinação contra a Covid-19, permite uma melhor gestão do plano logístico e de administração”, lê-se na norma 002/2021.

Isto significa que toda a gente é vacinada. A regra muda caso o surto tenha acontecido depois no início da campanha de vacinação (desde o final do ano passado). Nesse caso, só serão “vacinadas as pessoas que não desenvolveram covid-19 durante o surto”.

Doentes com esquizofrenia

Esta quinta-feira, a Renascença avança que a Ordem dos Médicos defendeu, em comunicado, que as pessoas com esquizofrenia devem ter prioridade no acesso à vacina contra a covid-19, dado que há vários estudos que concluem que pessoas com doença mental grave têm uma maior probabilidade de morrer se contraírem o vírus.

O Colégio de Psiquiatria refere que conceder prioridade a doentes com esquizofrenia “será, mais que um ato de justiça face aos robustos dados epidemiológicos disponíveis, um imperativo ético na luta contra o estigma face à doença mental e na proteção dos mais vulneráveis nesta pandemia”.

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