DGS avalia se grávidas devem ser prioritárias na vacinação

Especialistas consideram que as grávidas devem ser vacinadas contra a covid-19, podendo até passar a ter prioridade. A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a estudar o assunto.

Questionada pelo semanário Expresso, a Direção-Geral da Saúde avançou apenas que o assunto está a ser “avaliado”, com a colaboração do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos.

No seu site oficial, a DGS refere que ainda existem poucos dados sobre a vacinação em grávidas, mas os já conhecidos indicam uma baixa probabilidade de efeitos adversos no feto ou na mulher em questão.

“A administração da vacina em mulheres grávidas deve ser avaliada pelo médico assistente, de acordo com a relação benefício-risco. Não é necessário fazer um teste de gravidez antes da vacinação, nem evitar a gravidez após a vacinação”, pode ler-se.

Em declarações ao mesmo jornal, tanto o investigador de farmacologia Nuno Vale como o imunologista Luís Delgado consideram que a vacina deve ser administrada às grávidas, podendo estas ser até consideradas um grupo de risco e passar a ter prioridade.

“Há estudos feitos em animais e não foi reportado nada relativamente ao desenvolvimento fetal e fertilidade”, afirma Luís Delgado ao semanário.

O também professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto lembra até que há a recomendação de vacinar grávidas sobretudo quando estas se encontram numa situação de maior risco, ou seja, se são profissionais de saúde ou cuidadoras num lar, ou caso tenham alguma comorbilidade ou patologia que possa comprometer o sistema imunológico.

“A mulher recebe a vacina, não a doença”, lembra também Nuno Vale, considerando que entre contrair a infeção, que é “altamente prejudicial para uma grávida”, ou receber a vacina, ser inoculado é “sem dúvida muito mais benéfico”.

Recentemente, a vacina da Pfizer também foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para adolescentes dos 12 aos 15 anos, o que levou alguns pais e jovens a manifestar receio de que a vacinação pudesse ter impacto na puberdade, no desenvolvimento ou até na fertilidade deste grupo.

Mais uma vez, os especialistas ouvidos pelo Expresso asseguram que não há motivo para preocupações. “É um mito. Não tem qualquer fundamento porque não há evidência científica”, afirmou Nuno Vale.

  ZAP //

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