No dezembro mais quente desde 1886, Moscovo espalhou neve artificial pela cidade

Moscovo, a capital da Rússia, está a viver o dezembro mais quente desde 1886. Ao contrário do habitual, a cidade não está coberta de neve, com nevões e temperaturas negativas.

Este ano, o Governo teve de encomendar e espalhar neve falsa no centro da cidade para poder receber um torneio de snowboard. Um jornal digital moscovita partilhou no Twitter uma imagem na qual se pode ver um corredor de neve artificial a ser espalhado no asfalto de uma rua.

De acordo com a BBC, no fim de semana, foram deixadas diversas quantidades de neve artificial na Praça Vermelha e em alguns outros locais no centro da cidade, que estão a ser fechados ao trânsito durante o período natalício.

A neve foi feita partindo o gelo em algumas pistas de patinação de Moscovo, especialmente a do VDNKh, um grande complexo da era soviética com salas de exposições e um parque de diversões.

Em 18 de dezembro, a temperatura em Moscovo atingiu 5,6°C, quebrando o recorde de dezembro estabelecido em 1886. No entanto, é esperado tempo mais frio por volta do Ano Novo, com previsão de rajadas de neve.

O inverno ameno da Rússia é visto como mais uma evidência do aquecimento global – parte de um padrão que inclui o derretimento recorde do gelo nas regiões polares. No início deste mês, o climatologista russo Vladimir Semyonov disse que “estes invernos são uma consequência direta do aquecimento global e acontecerão com mais frequência”.

Em entrevista à agência de notícias RIA Novosti, Semyonov disse: “Nos últimos 30 anos, as temperaturas médias do inverno na região de Moscovo aumentaram quatro graus. Isto é realmente muito. Saltamos efetivamente de dezembro a novembro”.

Em declarações ao jornal britânico The Guardian, responsáveis pelo jardim zoológico da cidade revelaram que foram obrigados a utilizar estratégias alternativas para convencer os animais a hibernarem. As jerboas — espécie de roedor ameaçada —, por exemplo, foram colocadas em espaços refrigerados para serem “encorajadas” a hibernar.

O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que as alterações climáticas são uma ameaça direta para a Rússia. A média de aquecimento do país é 2,5 superior à do planeta. Putin negou, porém, uma discussão sobre gases de efeito estufa, dizendo que as alterações climáticas se podem dever a uma mudança no eixo terrestre.

A Rússia foi um dos 195 países que aderiram ao Acordo de Paris, um compromisso celebrado em dezembro de 2015 na cimeira climática da ONU, em Paris. A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura bem “abaixo dos dois graus Celsius” e a prosseguir esforços para “limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius”.

ZAP //

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