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Salas para maiores de 18 anos levam à demissão do director de Serralves

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José Coelho / Lusa

Inauguração da exposição do fotógrafo Robert Mapplethorpe no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, 20 de setembro de 2018.

O director artístico do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, João Ribas, demitiu-se do cargo depois de a administração ter limitado a maiores de 18 anos uma parte da exposição dedicada ao fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe, impondo a retirada de algumas obras com conteúdo sexualmente explícito.

João Ribas apresentou a sua demissão na sexta-feira, porque “já não tinha condições para continuar à frente da instituição”, conforme disse o próprio ao Público.

O jornal refere que a demissão surge depois de a administração do Museu de Serralves ter limitado a maiores de 18 anos uma parte da exposição dedicada ao fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe, comissariada por Ribas, e de ter imposto a retirada de algumas obras com conteúdo sexualmente explícito.

O director artístico tinha dito que, nesta retrospectiva, não haveria “censura, obras tapadas, salas especiais ou qualquer tipo de restrição a visitantes de acordo com a faixa etária”, recorda o Público.

A exposição inclui fotografias de nus, flores, retratos de artistas como Patti Smith ou Iggy Pop, e imagens de cariz sexual, tendo sido inaugurada na passada quinta-feira em Serralves, no Porto.

No dia da inauguração, um aviso salientava para a existência de obras susceptíveis de ferirem os mais sensíveis, notando também que a admissão dos visitantes estava “reservada a maiores de 18 anos“.

Questionado pela Lusa antes da inauguração sobre se considerava que algumas imagens da exposição poderiam vir a surpreender ou até a chocar o público, João Ribas declarou que estas foram mostradas em dezenas de museus no mundo inteiro, e que Mapplethorpe é “uma das grandes figuras da fotografia” e “um artista conceituado que continua a ser influente na fotografia contemporânea”.

João Ribas também salientou que uma exposição tem sempre a função de despir o público de preconceitos.

Fonte oficial da Fundação de Serralves escusou-se, por enquanto, a fazer declarações.

  ZAP // Lusa

6 Comments

  1. Este fulano nem devia ter ocupado o cargo, a julgar pela “pseudoarte # que lá tenho visto, merdas de gente que não sabe o que anda a fazer na vida

  2. O BE já pediu uma audição.
    Que seria de nós sem um partido tão inteligente como o BE?
    Pode ser que se aproveite o momento e se retome a discussão importantíssima acerca da questão do nome do cartão de cidadão/de cidadania.
    Pode ser que esta venha a ser uma grande vitória para o nosso país, à semelhança do que aconteceu a partir do momento que podemos levar cães, gatos (será uma boa oportunidade para cães e gatos fazerem as pazes quando estiverem junto à mesa….), burros, etc., para o restaurante.
    Viva o BE, viva o PCP, viva o Che, viva o Maduro, viva a geringonça!

  3. haja Deus! Ainda há alguém sensato na Fundação Serralves, coisa que o tal director artístico manifestamente não era.

  4. Como desconheço o conteúdo da exposição não posso ajuizar se estará mal ou bem a decisão da administração do museu em ter limitado parte desta a maiores de 18 anos, no entanto como um museu é apenas isso e não um prostíbulo e como cada um tem a educação que tem e os pais o direito a educar segundo as suas convicções, acharia por bem no mínimo que a dita exposição tivesse um aviso à entrada sobre o conteúdo da mesma para que ninguém se sentisse defraudado na sua maneira de ver e sentir a vida.

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