As datas de validade não são todas iguais. Supermercados explicam porquê

thinkpanama / Flick

Arranca nesta segunda-feira uma campanha para ajudar os portugueses a interpretar e a distinguir as datas de validade dos produtos vendidos nos supermercados. Porque  “as datas de validade não são todas iguais” e “saber a diferença faz a diferença” em termos de desperdício alimentar.

“É uma campanha de esclarecimento” no âmbito da Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, já que há “má interpretação dos rótulos, dos prazos de validade”, refere à Lusa o director-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier.

O mote da campanha é “as datas de validade não são todas iguais” e “saber a diferença faz a diferença”. E o objectivo é ajudar o consumidor a interpretar e a distinguir as diferentes indicações de datas de validade/durabilidade, ajudando-o a rentabilizar o consumo dos produtos alimentares e, acima de tudo, a evitar o seu desperdício.

Assim, “em mais de 1.200” dos associados da APED – nos quais se contam as cadeias Aldi, Continente, DIA – Minipreço, El Corte Inglés, Intermarché, Ikea, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl, Novo Horizonte e Pingo Doce – haverá informação sobre como ler os prazos de validade.

No caso de certos produtos, há um prazo indicativo, mas após este expirar não significa que os mesmos não possam ser consumidos.

O site da APED também tem informação a esclarecer as diferenças entre “data limite de consumo” e “datas de durabilidade mínima”, além de um conjunto de dicas para conservar os produtos, bem como explicações sobre produtos sem validade ou com indicação de aproximação de fim de prazo de validade.

“Vamos ter informação em mupis e no site da Câmara Municipal de Lisboa”, adianta Gonçalo Lobo Xavier, acrescentando que a campanha vai ser alargada “a outras grandes cidades do país”.

Segundo dados da União Europeia (UE), no retalho ocorre 5% do desperdício alimentar, sendo que a maior fatia advém do consumo doméstico, com um peso de 42%, acrescenta o director-geral da APED.

Assim se justifica a importância de “sensibilizar as pessoas para o combate ao desperdício alimentar”, mas também para a “interpretação de datas de validade”, refere ainda.

O director-geral da APED adianta que as cadeias de retalho associadas a esta campanha “comprometeram-se a ter locais específicos nas suas lojas que facilitem a venda de produtos com prazo limite”, bem como a reencaminharem produtos cujo prazo já não permita a comercialização para IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social e outras entidades que os consumam de imediato.

“Há produtos que estão a aproximar-se do fim de vida comercial, mas ainda estão em condições excelentes de consumo“, sublinha este responsável. Entre estes produtos constam, por exemplo, bolachas ou conservas, entre outros.

“São produtos que têm segurança alimentar, mas do ponto de vista comercial” já não podem ser vendidos”, frisa Gonçalo Lobo Xavier, reforçando que o objectivo é combater o desperdício alimentar.

ZAP // Lusa

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