Um terço dos diplomados no curso de Aeroespacial vai trabalhar para o estrangeiro

NASA

A Estação Espacial Internacional, em órbita

A nota mínima de entrada no curso de Engenharia Aeroespacial do Técnico bateu um novo recorde. As oportunidades e os salários levam os diplomados para o estrangeiro.

O único curso de Engenharia Aeroespacial no ensino superior público português tem visto a sua nota mínima de candidatura aumentar ano após ano, até atingir na primeira fase deste ano 18,95 valores. Este é um recorde entre todas as licenciaturas e mestrados integrados e acontece mesmo depois do aumento de vagas de 15% em relação ao ano anterior.

Na maioria dos casos, este curso superior garante aos jovens um emprego com facilidade, ainda que não seja especificamente na área da indústria aeroespacial nem em Portugal, uma vez que é lá fora que se encontram mais oportunidades e melhores salários.

De acordo com os dados provisórios do último inquérito do IST aos diplomados, analisados pelo Expresso, 36,4% dos que se formaram em 2017 estão a trabalhar no estrangeiro. O inquérito aos diplomados de 2016 indicava um número semelhante (31,6%). A Agência Espacial Europeia, CERN, Airbus, Rolls-Royce, consultoras internacionais e empresas de serviços informáticos são alguns dos empregadores.

Daniel Coelho, que concluiu o mestrado no ano passado, confessou ao matutino que, “em Portugal, não se ganha muito, nem há muitos empregos nesta área específica”. “Sempre gostei muito de aviões. Talvez por causa do meu pai que era maluco por máquinas da II Guerra Mundial. E porque dominar o fundo dos mares e os céus é o futuro tecnológico que nos falta atingir. Quero evitar ao máximo sair de Portugal. Mas se o emprego que gosto, com boas condições financeiras, estiver lá fora, vou ter de sair”, afirma o jovem do Barreiro.

O último inquérito revela que a remuneração média mensal bruta chega quase aos 4.300 euros; em Portugal fica-se pelos 1.505 euros. Metade conseguiu o primeiro emprego antes de concluir o curso e 96% até seis meses após a conclusão do curso.

O curso de Engenharia Aeroespacial foi criado em 1991 e, na altura, tinha apenas 35 vagas. Agora, no ano de 2019/20, o curso tem 92 vagas. A diversidade de cadeiras e de especialização possíveis é um dos trunfos que acaba por pesar entre os candidatos de ciências que estão na dúvida para que engenharia ir.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Compreendo que este pessoal saia do país depois de formados, uma vez que não encontram aqui condições de trabalho. Ficar aqui, certamente ajudaria o desenvolvimento do país. Além disso, os nossos impostos estão beneficiando as pobres empresas internacionais, que não gastam um tostão na formação destes jovens.

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