“Cúmplice de violações dos direitos humanos”. Google é o novo alvo dos ativistas

(cv)

O Google, que adotou o lema “don’t be evil” (“não seja mau”), entrou para um clube corporativo anteriormente restrito a petrolíferas, gigantes da mineração e fabricantes de armas.

Na semana passada, mais de 60 organizações defensoras dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, exigiram que o Google encerre a iniciativa de lançar um mecanismo de pesquisa censurado na China, afirmando que a decisão poderia tornar a empresa “cúmplice de violações dos direitos humanos”.

“Bem, o Google uniu as organizações de direitos humanos”, escreveu Vanessa Harris no Twitter, segundo o Bloomberg.

Mais de uma semana antes, a Amnistia tinha acusado o Google de ajudar o governo chinês a espiar os seus cidadãos e publicou um anúncio falso de vaga de emprego no Twitter para ajudar a empresa a substituir funcionários que possam ter pedido a demissão por causa do projeto “Dragonfly”.

“Quando entrei no Google, nunca imaginei que algum dia nos tornaríamos alvo de um ataque em forma de anúncio da Amnistia Internacional”, respondeu Harris no Twitter, acrescentando um emoji com uma cara triste ao tweet. “O Google para o qual entrei (aparentemente? falsamente? realmente?) defendia muito mais do que aumentar a receita de publicidade”, acrescentou.

“Os funcionários do Google importam-se muito, muito mesmo com a ética“, disse Yana Calou, gerente de treino do grupo de defesa Coworker.org, que trabalha com alguns ativistas da equipa do Google. “Houve uma certa quebra de confiança.”

Outras gigantes de tecnologia também já foram alvo de protestos, e o Google tem sido criticado por especialistas em privacidade e foi multado por órgãos reguladores de concorrência europeus. Mas a gigante da Internet, que cria produtos adorados por milhares de milhões de pessoas.

Agora, à medida que a empresa expande o seu alcance já amplo para novos mercados com o intuito de manter o crescimento de receitas, o Google é muito parecido com qualquer outra grande empresa está a consolidar-se – dentro e fora da empresa.

“A razão para todo este choque é que as pessoas foram trabalhar no Google com uma certa sensação de que estavam a construir tecnologias que beneficiam a sociedade“, disse Joe Westby, investigador da Amnistia Internacional.

Iniciativas como o Dragonfly, juntamente com os enormes tamanho e poder do Google, minaram esta imagem. Trata-se de uma das empresas mais valiosas do mundo, que controla o modo em que uma parte significativa das informações do mundo flui na Internet.

O Google está a desenvolver também uma tecnologia de inteligência artificial que tem o potencial de tomar outras decisões importantes. Este tipo de poder exige um escrutínio maior, segundo Westby.

ZAP //

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