“Fascistas”. Cristas ouve insultos em noite de fados de Coimbra

Estela Silva / Lusa

A presidente do CDS ouviu, durante uma breve serenata na escadaria da rua do Quebra Costas, em Coimbra, esta segunda-feira, alguns gritos de críticos que chamaram a comitiva do partido de “fascistas” e de “chulos”.

Numa noite de fados A comitiva de militantes do CDS, alguns deles de bandeiras, desceu do paço das escolas, na Universidade de Coimbra, até à Sé Velha, para uma fotografia, e já junto à rua do Quebra Costas ouviu alguns gritos de “fascistas, vão para a Alemanha” e “chulos”.

Depois de ouvir três fados, incluindo “Coimbra tem mais encanto”, ao lado do candidato do CDS pelo distrito, Rui Lopes da Silva, Assunção Cristas afirmou o seu encanto pela cidade que é Património da Humanidade da UNESCO, da alta da cidade à Baixa Sofia, mas também o “património imaterial” da canção de Coimbra, que o “país normalmente conhece como fado do estudante de Coimbra”.

“Valorizarmos a cultura, a cultura que está ligada às nossas raízes, à nossa identidade e que é um fator de coesão social e que em cada dia, em cada momento se reinventa e se projeta para o futuro”, disse aos jornalistas.

E para quem quer saber quanto vale a Cultura num orçamento, a presidente centrista não dá uma resposta direta. “A cultura vale mais do que percentagens do PIB. Vale, sobretudo, aquilo que nós conseguimos fazer com ela, que é criar uma rede nacional de valorização da nossa cultura, da nossa identidade e também de a tornar um verdadeiro elemento estratégico nacional”, afirmou, acrescentando que isso “tem que ser feito, quer ao nível da governação, quer na articulação com os municípios, mas também com todos os agentes culturais”, na criação, na área da preservação patrimonial, património material e imaterial.

Olhando para os quatro anos do PS no poder, a líder do CDS recordou “a contestação, não conhecida e nunca vista, à política cultural do Governo” e as propostas feitas pelo seu partido, como os 6% de IVA para os espetáculos e o muito trabalho que há a fazer.

Um trabalho, acrescentou, que passa por “valorizar os territórios, as cidades, as zonas do país e, em ligação, criar uma verdadeira rede nacional de cultura que junta património material e imaterial, que junte o setor público, também com o setor privado”, que ligue a educação, mas também o turismo e torne a cultura num “grande fator estratégico nacional”.

A comitiva de militantes do CDS, alguns deles de bandeiras, desceu do paço das escolas, na Universidade de Coimbra, até à Sé Velha, para uma fotografia, e já junto à rua do Quebra Costas ouviu alguns gritos de “fascistas, vão para a Alemanha” e “chulos”.

Confrontada com esta frase e se ficou incomodada, Cristas deu uma resposta curta, numa frase: “Não nos incomodam gritos que não se podem dirigir a nós, por não terem nada a ver connosco”.

Apesar do clima pesado, o Observador escreve que o CDS não recuou e Cristas até sorriu numa das vezes que os gritos começaram a ecoar durante a atuação dos estudantes. “Ouve-se cada coisa em seu sítio”, declarou.

ZAP // Lusa

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