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Criança morreu de “afogamento secundário” uma semana depois de nadar

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Um menino de quatro anos morreu devido ao que se chama de “afogamento secundário”, uma semana depois de ter nadado pela última vez. Um caso reportado nos EUA que alerta para este tipo de situação rara que acontece quase sempre com crianças.

O menino de quatro anos parou de respirar subitamente, depois de ter manifestado sintomas do que os pais interpretaram como uma virose, com diarreia e vómitos, relata o canal de televisão KHOU-TV, localizado em Houston, no Texas, onde a tragédia aconteceu.

Os médicos que o atenderam confirmaram depois que a criança faleceu devido a um “afogamento secundário”, com fluido nos pulmões e em torno do coração.

O menino tinha estado com os pais num parque aquático, cerca de uma semana antes, e não tinha voltado a nadar desde então.

O pai do menino, Francisco Delgado Jr., conta que o filho se tinha queixado de dores nos ombros, algumas horas antes de acordar, repentinamente, durante a noite.

“Do nada, ele acordou. Disse ahhh. Teve o seu último suspiro e eu não sabia o que mais havia de fazer”, lamenta o pai, citado pelo site Abc13.com.

O que é e porque ocorre o afogamento secundário?

O chamado “afogamento secundário” pode ocorrer “horas ou dias” depois de um incidente de queda na água ou de quase afogamento, explica o Portal Nacional dos Municípios e Freguesias, no âmbito de uma campanha de sensibilização para evitar que situações destas ocorram.

O problema reside na entrada de água nos pulmões que pode suceder mesmo quando não ocorre um incidente muito grave.

Nas situações mais sérias, “após o processo de reanimação e mesmo que se restabeleça a vítima”, a água, “pouco a pouco, converte-se num edema pulmonar que inicialmente não implica nenhum problema, nem é visível, mas que horas ou dias depois pode levar a complicações graves e em último caso à morte“, nota-se no Portal dos Municípios.

As piscinas apresentam a agravante de a água conter substâncias químicas, nomeadamente o cloro, que é “um grande irritante dos brônquios”, explica-se no site.

Os químicos vão provocando, lentamente, “irritação e inflamação interna nos órgãos afectados”, o que motiva “a perda de oxigénio constante”, acabando por promover, nos casos fatais, “uma espécie de afogamento silencioso sem que ninguém se aperceba do que realmente está a acontecer”, refere-se ainda.

Recomendações aos pais

O “afogamento secundário” é precedido de sintomas como “sonolência, dormência ou perda de força (membros moles)” e “a criança pode adormecer e não voltar a acordar”, alerta o Portal dos Municípios.

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Estando em causa um problema que sucede, habitualmente, com crianças, fica a recomendação aos pais para actuarem preventivamente, nunca deixando os filhos sozinhos, na praia ou perto de piscinas.

Também devem procurar que as crianças aprendam a nadar e, mesmo quando já sabem nadar, nunca facilitar quando estão na água.

Em caso de acidentes, com quedas na água e quase afogamento, mesmo que a criança fique bem, é conveniente levá-la ao hospital.

  SV, ZAP //

1 Comment

  1. Tem circulado pela mídia, alertas sobre os riscos de afogamentos horas após a criança ter saído de dentro da piscina.

    Este tipo de alerta, é perigoso, pois assusta desnecessariamente pais e responsáveis que acabam não querendo mais levar suas crianças a piscina ou a natação. Um prejuízo imenso em vários aspectos.
    Afogamento tipo seco não existe – Se a necrópsia não evidenciar água no pulmão, a vítima provavelmente não estava viva quando entrou na água. Nem todas as pessoas que se afogam aspiram água em quantidade. Aproximadamente menos de 2% dos óbitos parecem ocorrer por asfixia secundária a laringoespasmo, portanto sem aspiração de líquido importante. O termo “afogado seco” muito utilizado no passado foi recentemente extinto da nomenclatura, já que todos os afogados aspiram alguma quantidade de liquido.
    ENTÃO O QUE PODE TER OCORRIDO COM ESTAS CRIANÇAS?
    O primeiro ponto é ter certeza de que houve ou não o diagnóstico de afogamento. A ocorrência do afogamento é evidente se houve produção de tosse ou evidente aspiração de água durante o lazer na água.
    Leia mais em http://www.sobrasa.org/crianca-se-afoga-horas-depois-de-sair-da-piscina-isto-e-possivel/
    Dr David Szpilman
    Diretor Médico da Sobrasa

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