Costa diz que para homenagear o SNS é preciso desenvolvê-lo

Fernando Veludo / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro afirmou este sábado que para homenagear o Serviço Nacional de Saúde, mais do que defendê-lo, é preciso desenvolvê-lo, referindo-se em particular à expansão da rede de cuidados continuados.

Num discurso na inauguração da Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Melgaço, onde foi também assinado o contrato-programa com o Instituto São João de Deus para aquele espaço, António Costa – que havia visitado o edifício ainda por abrir em setembro de 2015, antes das eleições legislativas – disse que “desenvolver a rede de cuidados continuados é efetivamente uma reforma estrutural no setor da saúde”.

“Mas é uma reforma feita com inteligência, não é a reforma que fecha serviços, não é a reforma que priva a população dos cuidados a que tem direito. É, pelo contrário, uma reforma que permite à população aceder a melhores cuidados e a todos os contribuintes poderem gastar menos naquilo que é a defesa do SNS”, acrescentou o primeiro-ministro, antes de recordar as quatro décadas do SNS que agora se assinalam.

Assim, para o primeiro-ministro, a melhor forma de homenagear o SNS “não é simplesmente defendendo-o, é também desenvolvê-lo e desenvolvê-lo significa apostar nestas duas dimensões: a montante, cuidados primários, unidades de saúde familiar e médicos de família; e, a jusante, cuidados continuados para que todos [possam] viver com doenças crónicas ou envelhecer com maior dignidade”.

Numa cerimónia onde também estiveram os ministros da Saúde e da Educação, e onde Costa não prestou declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro lembrou os 300 novos médicos de família que o Governo pretende admitir até outubro e realçou o objetivo de duplicar o número de camas de cuidados continuados a nível nacional até ao final da legislatura.

Desta forma, o ter mais cuidados continuados “tem uma tradução efetiva do ponto de vista da eficiência das finanças públicas”, uma vez que “uma cama de hospital custa em média 200 euros por dia e uma cama numa unidade de cuidados continuados — consoante a sua natureza – custará entre 60 e 100 euros por dia”.

O primeiro-ministro realçou também a ligação das instituições particulares de solidariedade social neste âmbito, já que “o Estado não tem nem a vocação nem a ambição de consumir toda a energia social”, mas tem que ter a “a inteligência de, relativamente às valências complementares, saber aproveitar e mobilizar a iniciativa, seja privada seja social, que existe”.

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Melgaço encontrava-se pronta desde 2012, entrando agora em funcionamento como “cumprimento de uma promessa assumida pelo atual Governo”, com um total de 29 camas e a gerar 27 postos de trabalho.

/Lusa

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