Costa dá dia extra de descanso à Função Pública no Natal

Clara Azevedo / República Portuguesa

O primeiro-ministro António Costa

António Costa revela que o governo vai dar tolerância de ponto aos funcionários públicos no dia 26 de Dezembro que calha a uma segunda-feira. Já no Ano Novo, a segunda-feira 2 de Janeiro será para trabalhar.

O primeiro-ministro nota que é perfeitamente justificável dar à Função Pública mais um dia de descanso, no período do Natal, porque este é “um momento de encontro das famílias”, conforme declarações divulgadas pela Rádio Renascença.

Neste ano, o Dia de Natal calha a um domingo e o governo vai conceder a tolerância de ponto para a segunda-feira 26 de Dezembro, devendo o despacho nesse sentido, ser publicado em Diário da República nos próximos dias, conforme destaca a Renascença.

Muita gente não trabalha no local onde tem as suas famílias, é natural que haja deslocações e opta-se por fazer a tolerância de ponto dia 26″, explica António Costa.

Já no Ano Novo, o governo não vai proceder do mesmo modo, mesmo que o dia 1 de Janeiro seja também a um domingo. “Se todos tivermos a moderação devida, vamos estar naturalmente em condições no dia 2 para trabalhar”, aponta o primeiro-ministro.

ZAP

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25 COMENTÁRIOS

  1. Pois é sempre assim..os funcionários públicos a serem beneficiados..enfim..os trabalhadores do privado também não dizem nada..o que esperar?

  2. He pá…
    Mas o homem por acaso é o patrão/chefe/CEO dos privados???!!!…
    Não…
    Então tratem dessa reivindicação perante quem é devido…
    Até porque conheço algumas empresas privadas que dão a dita tolerância nos dois dias e não apenas num…

    • E conhece bem!
      Eu sou empresário e compensa-me mais, por variadas ordens de razão, encerrar nestes dias ( de 21 a 26 ) do que ter a empresa a funcionar normalmente.
      Nestes dias, poupo em despesas de viaturas da empresa e outras despesas correntes, como luz, água, consumíveis, entre outros, além da componente motivacional aos meus colaboradores. Todos eles foram ouvidos sobre o que pensavam da ideia e todos, sem excepção, concordaram. Recebem o seu salário na mesma mas têm tempo para sair com os filhos, ir ás compras, etc, que dá sempre jeito nesta época Natalicia, por outro lado para a empresa, trata-se duma época em que boa parte dos clientes ( internos e externos ) se encontram em balanços e fecho de contas pelo que reduzem compras para esgotar stocks.

        • Obrigado.
          Sei que há areas de negócio em que a época festiva em que estamos, é uma oportunidade para aumentar vendas e fazer um fecho de vendas anuais com objectivos cumpridos ( supermercados, lojas de roupa, brinquedos, etc) mas na area de atividade em que estamos ( farmaceutica) há uma diminuição de atividade nesta altura, designadamente, os armazenistas diminuem compras, pelo que expliquei no meu comentário inicial, os profissionais de saúde têm menos disponibilidade “mental” para ouvir falar de matéria cientifica. As dotações de serviços hospitalares, farmacias, armazenistas, são feitas de forma programada e atempada, para que não faltem fármacos disponiveis no mercado nesta época, pois pessoas doentes aparecem todos os dias para as quais tem de haver soluções terapeuticas disponiveis. E há.
          Não acredito no exercício da atividade de empresário, num contexto exclusivo de enriquecimento pessoal. Tenho a convicção que a minha responsabilidade vai para além disso. Também sei que somos poucos empresários a pensar assim mas, cada vez vai havendo mais, felizmente.
          Sempre acreditei que pagar mal leva as pessoas a produzirem mal. Sem vontade de dar o “seu melhor” e sem vontade de respeitarem o patrão mas, sobretudo, a empresa. Poderia ter o dobro dos empregados ( tenho 50, entre delegados de informação mèdica, escritório e produção ) mas, os que tenho, são bem pagos e, por isso, dão o máximo pela empresa. Frequentemente, faço reuniões para os ouvir, quero que participem na empresa, não apenas nas suas funções mas também com sugestões de como melhorar, como inovar e sabe, ás vezes há grandes surpresas.

      • Também queria ter um patrão assim. Infelizmente a realidade de muitas empresas é muito diferente.
        Bem haja. Quando dizem que lá fora os portugueses são bons trabalhadores, deixo aqui uma pergunta. Afinal o que difere? Não são os gestores? Dá que pensar…

        • Caro “AP”,
          O modelo de gestão pelo qual sempre funcionei tem como vector central as pessoas. Isto não é “um chavão” não o digo porque “é bonito” ou “parece bem”. Acredito piamente neste principio.
          Tal como todos os outros empresários, fiz há muitos anos, as minhas opções de gestão. Há quem acredite que um bom modelo é pagar mal e exigir, por via muitas vezes da chantagem ( olhando de lado para quem não se mostre disponivel, ou porque está a terminar contrato, etc) a disponibilidade dos seus colaboradores. Eu acredito exatamente no inverso, isto é, pagar bem e motivar as pessoas e nem preciso de lhes “pedir nada”, pois têm a consciência de que “a empresa merece”. A empresa precisa dos colaboradores e estes precisam da empresa porque dali retiram o seu sustento e das suas famílias, então, encaro ( e eles também ) que esta “parceria” deve ser boa para ambas as partes. É tão simples quanto isto. Não me tenho dado mal, pelo contrário.

          • Parabéns, pelo seu pensamento. Tenho quase a certeza que todos os seus empregados dão o melhor deles durante as horas que estão na sua empresa. Lamento que a grande maioria dos patrões pensem de uma maneira tão diferente do senhor. Bem haja e muito sucesso. Feliz 2017.

    • Pois é PAULOSR, concordo 100% com a resposta dada aos comentários anteriores. Mas o que fazer, há pessoas que se pudessem exterminavam os funcionários públicos, que são sempre uns beneficiados. Enfim. Feliz Ano Novo.

  3. O mais sensato e que tem sido a prática quase comum em todos os governos, é precisamente darem tolerância de ponto aos funcionários públicos no dia seguinte ao 25 de Dezembro. Não vejo nesse facto nenhum favor especial e no privado acho que devem fazer o mesmo. São dignos do mesmo respeito e compensações.
    Quem vai passar o Natal com a família precisa do dia seguinte, já que no trabalho deve-se não só saber exigir mas igualmente saber compensar e motivar as pessoas de forma positiva.

  4. Caro sr. Primeiro Ministro de todos os portugueses, ou não, ilustre António Costa. Gostaria que tratasse todos os portugueses de modo igual, que também desse tolerância de ponto aos trabalhadores do privado, subsidiado pelo estado, ou seja, por todos nós contribuintes. Não é inveja, é uma questão de igualdade de tratamento.
    Eu também gostaria de ter um horário laboral de 35 horas semanais sem que isso saísse do meu salário, mas pelo contrário, como empresário que sou, tenho que trabalhar, algumas vezes, 15 a 18 horas por dia, não sendo recompensado financeiramente por isso como se fizesse horas extras, assim como acontece no funcionalismo público que vossa exa. comanda com o dinheiro de todos nós.
    Eu também tenho família, acredite.
    Eu também gostaria de estar agregado a um sistema de saúde como a ADSE, entre outros subsistemas estatais, descontando apenas 3,5% do meu salário, e ter consulta sempre que tenho necessidade, poder ir a um médico e apresentar a conta à ADSE. Mas não, eu desconto 11% e tenho direito a não refilar, se precisar de um médico devo antes “programar a minha doença” para coincidir com a data da consulta que me for marcada. Ainda não falei que o meu patrão desconta, também por mim, para esta segurança social, 23,25% do meu salário, isto porque o estado me dá uma benesse de 0,5% por ser empresário, A Segurança Social encaixa 34,25% do meu salário para me dar quase coisa nenhuma, muito longe dos 3,5% dos sistemas ADSE e afins.
    Eu também bostaria de ter mais 3 dias de férias, já que não tenho nenhumas. Sabe, é que quem trabalha para si como patrão, quando não trabalha não ganha, muito diferente do funcionário público que, para além dos 22 dias úteis de férias ainda tem uma bebesse de mais 3 dias, talvez como compensação por o pouco ou nada fazer e por tratar mal os cidadãos que se dirigem às repartições públicas. Também estou a ser injusto, não são todos os que se escusam ao trabalho nem que tratam mal o seu semelhante, mas não anda longe disso.
    Eu também gostaria de acreditar que um dia teria direito à reforma, mas estou cada dia menos crente nisso. Sabe, é que já trabalho desde os 17 anos e já vou fazer 61. No público já estaria em condições de pré-reforma, no privado nem vislumbro a luz ao fundo do túnel, nem sequer o túnel… Estou cansado, sempre a trabalhar sem ter descanso, nem nos fins-de-semana nem sequer uma semaninha de férias. Eu já me contentava com os 3 dias que a função pública tem como “prémio”.
    Em suma, gostaria que me tratasse como “um português normal”, não como um contribuinte a quem se saqueia até não se poder mais.
    Sabe, é que eu, como tantos outros portugueses, também tenho família, também valorizo o tempo que estou com a família e amigos, também tenho necessidades, o meu dinheiro não é fêmea, não se reproduz, a minha saúde também está dependente dos médicos e do serviço de saúde.
    Acredite, sr. primeiro ministro, sinto-me absolutamente defraudado e excluído desta “democracia” pouco democrática, desta desigualdade, deste tratamento como cidadão de 3ª categoria.
    Só queria ser tratado como qualquer funcionário público.

    • À parte dos erros ortográficos que não interessam nada para o caso em questão, tem toda a razão amigo…uma vergonha nacional para quem nós todos pagamos e pouco ou nada usufruirmos…

  5. Os gastos com salários da f pública diminuiu muito nestes anos principalmente à custa de reformas antecipadas que sobrecarregam a seg social e a CGA e através da exploração de estagiários e precários. Estruturalmente não houve qualquer melhoria. Os salários chorudos nos ministérios e empresas publicas ninguém lhes toca, revisão dos suplementos e subsídios foram para a gaveta, contratações de quadros dirigentes e boys para comissões de serviços continua a ser um fartar vilanagem.

    É injusto neste cenário para os trabalhadores e empresários do setor privado continuar a aguentar o fardo desta economia e destas politicas publicas.

    No entanto, tendo em conta a ineficiência do estado e a poupança para o país em eletricidade, agua e afins quando esta gente fica em casa (ou melhor ainda quando vão para as compras) que vejo como benéfico a atribuição deste dia como tolerância de ponto. O problema é o que se passa nos outros dias todos do ano.

  6. Oh… pensamento pequenino…
    É dividir para reinar… mentes pequeninas… mesmo…
    Em vez de reivindicar direitos iguais perante quem de direito… não… “que retirem aos outros para ficarem tão mal ou pior de que eu… para eu assim me sentir melhor a alimentar mais o meu ego pequenino”…
    Nem vou responder “aquele” que entre outras coisas fala da ADSE… porque gente sem capacidade e vontade de perceber, não merece resposta…

    • Subscrevo o que escreveu. “Tocou” no centro da questão.
      O grande problema deste País reside exatamente nas mentalidades. Enquanto não houver uma profunda mudança nesse domínio, o País não avança. Aqui (em Portugal) “respira-se” muito aquele desprezível sentimento da inveja, ora, a inveja é o sentimento mais estupido que existe. Partir do pressuposto, como referiu e bem, no seu comentário, que “quem tem mais é que está mal” é profundamente errado. O que as pessoas têm de fazer é, tendo menos, procurar ter mais e não, esperar/desejar que quem tem mais, passe a ter menos. É uma especie de inversão da “fasquia”. Absurdo mas, infelizmente real.
      Claro que, não podemos todos ter tudo igual, e não podemos porque há multiplos factores que determinam isso e que estão para lá da formação académica “apenas”. Esses factores diferenciadores, entre uns e outros, estão intimamente relacionados com características intrínsecas da personalidade de cada individuo. Geralmente, quem opta por ser um mero espectador e não é pró-ativo, desiste de tudo “á primeira, é resignado/ acomodado, não arrisca nada, não se empenha e prefere andar ao ” ao sabor da maré”, ganha o suficiente para viver e não tem um minimo de ambição, claro que não pode ter o mesmo sucesso e rendimentos que outra pessoa que apresente características exatamente inversas. São estas pessoas que depois invejam quem tem mais e parecem esquecer as suas atitudes/comportamentos perante a vida e que estão na origem da tal diferenciação de rendimentos.
      Não obstante esta análise, também considero que há pessoas com vontade de progredir mas que não têm a “estrelinha de sorte” que é necessária e não tiveram, por razões de pobreza ou limitações financeiras na infância, as mesmas oportunidades de poder singrar. É injusto. É, aliás, para quebrar estas assimetrias, que concordo, em absoluto, com um Estado Social, porque promove a igualdade de oportunidades e o acesso basilar a todos para se poderem desenvolver e viver com dignidade. O sucesso surgirá com mais “facilidade” se as pessoas tiverem as tais características pessoais.
      Por fim, algumas das coisas do comentário do Sr Raul não são descabidas e são uma grande verdade no que diz respeito á forma como o Estado se relaciona com as empresas. O Estado deve ser “parceiro” das empresas, criando e desenvolvendo mecanismos que contribuam para aumentar a nossa competitividade num mercado global. Desburocratizar, agilizar procedimentos, aliviar a carga fiscal que recai nas empresas, fomentar eventos empresariais, pagar atempadamente a fornecedores ( este é talvez o maior problema, porque retira liquidez ás empresas, que têm de cumprir e cumprem os seus compromissos com Estado, com fornecedores, com colaboradores) são aspectos a melhorar com urgência, sob pena do Estado se tornar “parte do problema” e não “parte da solução”, acabando por se tornar “quase um convite” a que os empresários não invistam. Acho que o País perde e perdemos todos.

      • Sim Bastão… é verdade… também concordo com o seu último parágrafo… Era muito importante que o “Estado” fosse o primeiro a dar o exemplo…
        Conheço alguns casos de empresas que ficaram e ficam com a “corda na garganta” quer devido à carga fiscal, quer devido aos atrasos nos pagamentos… especialmente enquanto não “ganham estofo” para aguentar com tal… há inclusivamente algumas que chegam mesmo a “morrer” por estas causas antes de terem qualquer hipótese de crescerem…
        Boas Festa…

  7. Todos os comentários aqui descritos têm a sua ponta de razão, embora haja um ou outro menos razoável, porque só reparam no lado a que pertencem. Posto isto deixo-vos aqui um pequeno desafio…Se eu for subscritor de um serviço qualquer, água, gás, electricidade, telecomunicações..etc. terei de pagá-los sem excepção, seja a que operador pertença..e só terei esses serviços se quiser, são opcionais, certo?
    Por isso qualquer cidadão só usufruirá desses serviços se quiser, repito, se quiser!
    Já quanto aos serviços prestados pelo estado, além de os privados já terem ou serem deficitários relativamente aos seus colaboradores, não podem “fugir” aos seus serviços, estes são obrigatórios, ou seja, eu como cidadão tenho de pagá-los mesmo que não queira porque não tenho alternativas.
    ue pensem nisto os supostos iluminados.
    Tenho dito, obrigado.

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