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Coreia do Norte renova mais de um terço de órgão supremo. Irmã de Kim Jong-un sobe na hierarquia

(dv) KCNA / YONHAP

O líder da Coreia do Note, Kim Jong-un, com a irmã mais nova, Kim Yo-jong

O dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, renovou mais de um terço dos membros da Comissão dos Assuntos do Estado, órgão supremo do país, foi noticiado esta segunda-feira.

O neto do fundador da República Popular Democrática da Coreia tem vindo a consolidar o seu poder desde que sucedeu ao pai Kim Jong-il em 2011.

Kim Jong-un é presidente da Comissão dos Assuntos do Estado (CAE), na qual foram agora substituídos 13 membros. Esta remodelação foi aprovada no domingo pela Assembleia Popular Suprema, o parlamento norte-coreano, indicou a agência de notícias oficial do país KCNA. A CAE foi criada em 2016 para substituir a poderosa Comissão de Defesa Nacional (CDN).

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a poderosa irmã mais nova da líder norte-coreana Kim Jong-un foi reintegrada a um órgão importante de tomada de decisões, marcando a sua ascensão no país.

Por muito tempo uma das conselheiras mais próximas do seu irmão, Kim Yo-jong foi reconduzida como membro suplente do departamento político do comité central.

Analistas creditam que Kim Yo-jong tenha sido removida da posição no ano passado após o colapso de uma segunda cúpula entre o seu irmão e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Hanói. “A restauração é parte da recente ascensão de Kim Yo-jong na hierarquia do Norte”, disse , em declarações à AFP, Ahn Chan-il, desertor e investigador da Coreia do Norte em Seul.

Kim Yo-jong começou a emitir declarações de importância política direta com o seu próprio nome no mês passado, o que, segundo analistas, destaca o seu papel central no ranking político do Norte.

Fotografias publicadas pelo jornal norte-coreano Rodong Sinmun mostram centenas de membros da Assembleia Popular Suprema, sentados muito perto uns dos outros, sem máscara de proteção.

Um comunicado do Governo norte-coreano reiterou não existir no país “um único caso” da covid-19, apesar da doença, detetada em dezembro na China, se ter alastrado a quase todos os países do mundo.

Pyongyang colocou milhares de norte-coreanos e centenas de estrangeiros, nomeadamente diplomatas, em confinamento e procedeu a importantes operações de desinfeção para evitar uma epidemia que seria, de acordo com peritos, catastrófica para o frágil sistema de saúde do país. “A campanha do Estado contra a epidemia vai intensificar-se para impedir a propagação da covid-19”, de acordo com o mesmo comunicado.

A KCNA não indicou se Kim Jong-un, ausente das fotografias publicadas, esteve presente na reunião.

A pandemia da covid-19 já causou mais de 112 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

  ZAP // Lusa

 

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