Computadores da PSP não têm acesso a base de dados de criminosos

Tiago Petinga / Lusa

Milhares de computadores da PSP estão sem acesso ao Sistema Estratégico de Informações (SEI), que permite controlar e gerir toda a atividade operacional diária da polícia, incluindo registos de ocorrências e identificação de suspeitos.

O Jornal de Notícias avança esta sexta-feira que a situação se mantém desde abril, altura em que o sistema sofreu a sua última atualização. Por serem demasiado antigos, milhares de computadores não conseguem suportar a nova versão do programa. Segundo o jornal, o Governo diz estar a trabalhar numa solução.

A denúncia foi feita pelo próprio diretor nacional adjunto da PSP, na quinta-feira, em Viana do Castelo, durante as comemorações do 143.º aniversário do comando distrital. Magina da Silva garantiu que o problema será resolvido até ao final do ano através da compra de novo equipamento informático. No entanto, os sindicatos de polícia já alertavam para esta situação há mais de um ano.

A polícia continuou a funcionar com maior ou menor dificuldade”, disse, sublinhando que cada vez mais “os processos produtivos e métodos de trabalho são baseados em redes informáticas e bases de dados”.

“Tudo o que escrevemos e todo o expediente que produzimos é feito digitalmente numa rede que é o SEI e, obviamente, temos de ter máquinas para as mais diversas tarefas quotidianas”, disse o diretor nacional adjunto da PSP.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, congratulou-se com o facto de já haver data para resolver o problema, mas também deixou críticas ao Governo por não ter antecipado o ”blackout informático” que há três meses complica o trabalho da polícia de segurança pública.

Ao JN, o Ministério da Administração Interna diz que atualmente “decorrem procedimentos de aquisição no âmbito da modernização tecnológica das forças de segurança” e que, em 2019, o investimento previsto é de “5,5 milhões de euros em equipamento”.

De acordo com o Observador, em junho de 2018, Paulo Rodrigues já tinha alertado para este problema. Na altura, o sindicalista sustentou que o problema estava a colocar em causa o trabalho quotidiano dos polícias, principalmente na zona de Lisboa, existindo esquadras onde apenas o computador do comandante tinha acesso ao Sistema Estratégico de Informação.

Segundo o presidente do maior sindicato da PSP, mais de metade dos computadores da Polícia estavam obsoletos e os que não estavam “não tiveram o software atualizado o que condiciona o acesso ao SEI”.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Isto é inacreditável. Como é que é possível ainda ter plataformas como aparentemente é esta da polícia que não correm em browser? Só prova o nível de incompetência dos responsáveis de IT nas instituições governamentais deste país!

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