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Churchill “desapareceu” do Google (e causou controvérsia no Reino Unido)

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A fotografia do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill desapareceu de uma busca no Google e causou controvérsia no Reino Unido, numa altura em que os protestos contra o racismo fizeram questionar monumentos como o do histórico líder britânico.

De acordo com o Diário de Notícias, quando se digitava “primeiros-ministros britânicos” ou “líderes mundiais na II Guerra” no Google, as fotografias dos chefes de governo britânicos não apareceram numa linha do tempo chamada “Knowledge Graph”.

Este sábado, as fotografias de líderes britânicos estavam visíveis, exceto o de Winston Churchill, o que levou a acusações de censura contra a empresa tecnológica norte-americana. A informação de que Churchill foi chefe do governo britânico entre 1940 e 1945 também estava ausente.

Preocupante se essa é uma política deliberada, Google. É quase certo que a Europa Ocidental estaria escravizada se não fosse o homem cuja foto está desaparecida”, escreveu Simon Clarke, secretário de Estado para o Crescimento Regional e Governo Local.

Em resposta, segundo o DN, a empresa disse estar “ciente de que falta uma imagem de Sir Winston Churchill na sua entrada no Knowledge Graph no Google”, garantindo que “não foi intencional e será resolvido”.

A Google avançou a hipótese de uma “atualização”. “Alguns notaram que o primeiro mandato de Churchill não aparece na pesquisa de primeiros-ministros do Reino Unido que mostra uma lista de Knowledge Graph gerada automaticamente. Isto não é específico de Churchill; algo semelhante acontece com Wilson, MacDonald e Baldwin. Estamos a analisar porque não são mostrados os primeiros mandatos para Churchill, Wilson, MacDonald e Baldwin. Pode ser que os nossos sistemas só estejam a mostrar o último mandato de primeiros-ministros que tinham mandatos não consecutivos”, justificou.

A explicação não convenceu, tendo em conta os protestos antirracistas que levaram à vandalização da estátua do Prémio Nobel da Literatura em 1953 e a posterior cobertura do monumento com painéis por parte das autoridades.

Na semana passada, numa das estátuas de Churchill em Londres, junto ao Parlamento, apareceu durante uma das manifestações, escrita a grafite, a frase “era um racista”. Embora seja considerado um herói da II Guerra Mundial, Churchill era um firme defensor do Império Britânico e expressou pontos de vista racistas.

  ZAP //

9 Comments

    • Não confundamos as coisas. Trata-se de instriumentalização. Até poderiamos ter alguma liga-pro-animais selvagens a reclamar anti-racismo e a organizar destruição. Vai dar ao mesmo. Isto é hijacking de assuntos “nobres” por aquilo que há de pior. Já foi visto antes: Ex: a junentude maoista e a “revolução cultural”. Fiseram mal a todos para agradar “ao partido”. Acabaram todos a cavar a terra (para nada) quandos esses idiotas-uteis deixaram de ser uteis. Mas entretanto já lixaram a vida de todos. Não sejamos anjinhos. Isto é tudo instrumentalizado. Existe uma geração que não viu nem o Muro nem “cortina-de-ferro”. Não sabem nada de nada e acham-se o máximo. Isso foi tudo desmantelado para permitir os idiotas-uteis que temos agora à solta e com rédea livre e à vontadinha deles. A China herdou o facho da união-soviética. É só. E nimguem identifica ninguem.
      Giro, não é?

    • Por um facto condenável, não se poderá perder o juízo colectivo. Por um povo ter padrões de vida e de cultura que o caracterizam em desvantagem, não se poderá tolerar que na base de um subjacente complexo de inferioridade, se aceite de forma compensatória, uma paranóia destruidora do património histórico mundial.

  1. Isto vai para além da demência; isto esteve a ser planeado durante os últimos 3 anos e o que tem acontecido nos EUA, e agora na Europa é o eco dos Dems. progressistas (regressistas – imo) com o conluio do grupo terrorista ANTIFA bem como as Big Tech que gozam de um estatuto de previlégio da lei 230, o qual deve ser retirado visto os mesmos não serem isentos, mas sim apresentarem opinião; assim sendo devem ser passiveis de ser processados tal como qualquer jornal.

    O que anda o ‘Bojo’ (Boris Jonhson) a fazer? Escondido? — pelo menos não tem sido visto.

  2. A Google é altamente instrumentalizadora e discriminatória. O objetivo é subverter todo o mundo à sua ideologia e à globalização da cultura, limitando o acesso à informação e à liberdade de pensamento.

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