China vai capturar asteróide e colocá-lo em órbita da Lua

NASA

Conceito artístico da abordagem da nave Orion a um asteróide na sua missão ARM

Conceito artístico da abordagem da nave Orion a um asteróide para o levar até à Lua

O programa espacial chinês está a preparar uma missão para “capturar” um asteróide e colocá-lo na órbita da Lua, visando explorar os seus minerais e metais ou até usá-lo como estação permanente, avançou o South China Morning Post.

Segundo o SCMP, o chefe do programa chinês de exploração lunar, Ye Peijian, revelou que até 2020 a China irá lançar as suas primeiras missões com destino a asteróides, corpos espaciais nos quais também a norte-americana NASA está interessada, pelos possíveis usos na mineração ou agricultura.

Em março, a imprensa oficial chinesa tinha já anunciado que o programa espacial chinês planeia enviar sondas espaciais a três asteróides para estudar os seus movimentos. Mas os planos chineses passam na realidade por trazer mesmo um asteróide até à Lua.

Ye Peijian sublinha que muitos dos asteróides presentes no Sistema Solar, alguns dos quais relativamente próximo da Terra, contêm uma alta concentração de metais preciosos, e ainda que por agora a sua exploração seja uma missão de alto risco, poderá a longo prazo ser muito rentável.

O plano chinês é “capturar” um asteróide, que começaria com a aterragem de uma nave no corpo celeste, para depois fixar-se a este. A nave estaria equipada com poderosos motores, com os quais poderia arrastá-lo até à órbita da Lua, um plano que exigirá quarenta anos de investigação, segundo diz Ye.

Também a agência espacial norte-americana NASA anunciou já planos para usar uma nave com o seu novo “propulsor incrivelmente lento” para trazer asteróides para a Lua – um motor que não se destaca por ser poderosíssimo, mas por ser 10 vezes mais eficiente do que um motor químico de combustão tradicional.

O novo motor SEP, ou motor de Propulsão Eléctrica Solar, irá ser usado pela NASA na Asteroid Redirect Mission, ARM, missão da nova nave Orion que irá testar no início da próxima década formas de desviar asteróides de eventuais rotas de colisão com a Terra.

ZAP // Lusa

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