Chega vota a favor do Orçamento dos Açores. IL diz que faz a “diferença”

António Araújo / Lusa

O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro

O deputado único do Chega no Parlamento açoriano anunciou, esta quarta-feira, que vai votar a favor do Orçamento Regional para 2022 porque “o Governo aceitou as condições estabelecidas” e “o respeito exigido foi alcançado”.

“O respeito que exigimos foi alcançado. Será retribuído. Visto o Governo ter aceitado as condições estabelecidas no processo negocial em curso, o Chega vai votar favoravelmente, a bem da estabilidade, da minha terra e de todos os que confiaram em mim”, afirmou José Pacheco.

Referindo-se à medida de incentivo à natalidade até 1500 euros por cada nascimento “para famílias sem apoios sociais” e ao apoio a corporações de bombeiros, o deputado do Chega, que não fez entrar qualquer proposta de alteração ao documento em discussão no Parlamento açoriano, disse que o diálogo com o Executivo “irá muito além do Orçamento”.

Recorde-se que a direção nacional do Chega tinha pedido, na semana passada, ao partido nos Açores para retirar o apoio ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), mas o deputado único disse que nada estava fechado e que tudo podia acontecer, tendo em conta que estavam em curso negociações.

Segundo o jornal online Observador, no caso da Iniciativa Liberal, o deputado regional Nuno Barata deixou tudo em aberto, mas mostrou uma inclinação para votar a favor.

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, afirmou na sua declaração final, que terminou com a frase: “É assim que fazemos a diferença”.

Em causa está o facto de estar prevista no OE para 2022 a sua proposta para a redução do endividamento em 18 milhões de euros, que era uma exigência do partido para aprovar o documento.

O deputado independente (ex-Chega), Carlos Furtado, já anunciou que vai honrar o seu compromisso na votação e votar a favor da proposta do Orçamento Regional.

A Assembleia Legislativa é composta por 57 eleitos e a coligação de direita (PSD/CDS-PP/PPM), com 26 deputados, precisa de mais três parlamentares para ter maioria absoluta.

A coligação assinou um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD com a Iniciativa Liberal (IL).

O Parlamento conta ainda com mais 28 deputados: 25 do PS, dois do BE e um do PAN, sendo que todos já anunciaram o seu voto contra no Orçamento.

  ZAP // Lusa

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