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“Agiu-se tarde”. Catarina Martins pede a Costa “contratação rápida de mais gente para as escolas”

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Mário Cruz / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

A coordenadora do BE, Catarina Martins, apelou, esta segunda-feira, ao primeiro-ministro para que promova uma “contratação rápida” de todos os profissionais que as escolas precisam, desde professores a assistentes operacionais, num agradecimento que considera devido a toda a comunidade escolar.

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No dia em que os alunos dos 2.º e 3.º ciclo retomam o ensino presencial no âmbito do processo de desconfinamento devido à pandemia de covid-19, Catarina Martins começou a manhã a visitar duas escolas do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide, concelho de Loures, distrito de Lisboa.

De acordo com a TSF, a líder do BE começou por falar de alguns caixotes – pelos quais passou num corredor – ainda por abrir com computadores para entregar aos alunos, por causa do ensino à distância, e lamentou: “Agiu-se tarde”.

“Quando estávamos aqui a chegar, subimos as escadas, passámos por uma série de caixotes. Aqueles caixotes estão cheios dos computadores que chegaram agora para o ensino à distância, no momento em que o ensino presencial reabre porque se agiu tarde demais. Adiar a resposta às escolas é uma opção errada”, disse, citada pelo jornal Público.

“Nós devemos um enorme agradecimento, todo o país, à forma como a comunidade escolar tem aguentado este ano letivo e o ano letivo passado. Foi um trabalho extraordinário. Têm-no feito com muito pouco apoio”, enalteceu.

E, para que não se volte a atacar problemas tarde demais, Catarina Martins fez um apelo direto ao primeiro-ministro, António Costa: “Que este agradecimento seja concretizado na contratação rápida de mais gente para as escolas”.

“Em relação ao pessoal docente nós sabemos que as contratações são mais lentas e por isso precisamos de lançar desde já um concurso extraordinário de professores que garante que o próximo ano letivo abre com mais professores que são essenciais para recuperar as aprendizagens e para recuperar o percurso educativo e a atividade das escolas”, vincou a bloquista.

“Precisamos de um concurso extraordinário de professores que permita às escolas ter condições para recuperar as aprendizagens, mas precisamos também de muitos outros profissionais que são essenciais à comunidade escolar, à sua recuperação, até à recuperação dos índices de saúde mental”, defendeu.

Segundo Catarina Martins, são necessários “muito mais funcionários” nas escolas, lembrando as palavras do diretor do agrupamento, Nuno Reis, que explicou que bares, papelaria e vigilância são serviços afetados pela falta de assistentes operacionais.

Na Escola Secundária da Portela, por exemplo, o bar não funciona, a vigilância está precária e tudo porque não há assistentes operacionais para dar vazão a tudo.

E, se no caso dos professores não dá para os colocar já ao serviço das escolas por causa dos concursos, no caso dos funcionários é possível “no imediato”, escreve ainda a TSF.

“As escolas têm feito a sua parte (e como a têm feito!) e precisam agora de meios. Que estes meios cheguem e que não cheguem tarde de mais”, apelou.

  Sofia Teixeira Santos, ZAP // Lusa

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